“Como é sublime acreditar sem ver, apenas sentir basta!"
terça-feira, 1 de abril de 2008
quinta-feira, 20 de março de 2008
Cerimónia do lava-pés

Logo mais pelas 20:00 irá decorrer a cerimónia do lava-pés na Sé de Angra. Este ano o Bispo dos Açores convidou-nos a estarmos presentes e doze dos irmãos irão fazer parte dessa cerimónia, qual graça divina. No entanto, é uma responsabilidade acrescida já que, para além do Bispo com este gesto assumir que todos os Romeiros têm um papel importante na Igreja (ao contrário dos que pensam que os Romeiros são apenas um “bando” de homens caminhando pela Ilha), também nós (romeiros de todas as ilhas e da diáspora) somos convidados a pautar as nossas vidas em comunhão com Cristo, não só nos dias de romaria mas, principalmente durante o resto do “ano quaresmal”.
segunda-feira, 17 de março de 2008
quinta-feira, 6 de março de 2008
Caminho de Santiago
Retirado do Google com o apoio do sitio do Caminho de Santiago, aqui fica o percurso de quem fez, faz e fará o Caminho, começando em França. Aqui fica o convite a todos os que o queiram fazer.Afinal o que são 33 dias na companhia de Deus e as suas obras, comparados com o resto das nossas vidas?
Igreja do "Corpo Santo"
Autoria de Luis Nunes
Mais um pequeno filme que nos foi cedido pelo Luis Nunes, realizado na Igreja do "Corpo Santo" durante a nossa romaria deste ano. Pequeno por certo mas, cheio de tantas alegrias impossiveis de passar a escrito, só vivendo...apenas isso.
terça-feira, 4 de março de 2008
Caminhar com Eles
Artigo Publicado na Segunda-Feira, dia 03 de Março de 2008, por Tomaz Dentinho no Jornal "A União"
Terminou a semana passada a romaria de Nossa Senhora da Conceição da Ilha Terceira. Antes conversámos sobre a importância de gerar contudo para uma forma magnífica de rezar que tínhamos importado de São Miguel, retomado das antigas romarias da Terceira e adaptado aos primeiros anos do século XXI. E esse conteúdo foi conseguido se atendermos aos testemunhos que fomos escutando de dentro e de fora. De dentro ouvimos falar muito de uma nova perspectiva de olhar a vida, e da descoberta e redenção de atavismos limitadores de cada um de nós.
De fora disseram-nos que se comoviam com a humildade e alegria dos romeiros que caminhavam, pediram-nos para rezarmos por este e por aquele e, numa manifestação de espantosa dádiva, ofereceram-nos comida e dormida. Foi um pouco por todo o caminho mas não é demais realçar o papel fantástico da Cruz Vermelha, que transportou colchões e sacos de um sítio para o outro; da hospitalidade magnífica das instituições e famílias de Santa Bárbara, Agualva, Porto Martins e São Sebastião; do apoio dos fiéis e párocos que abriram as igrejas e capelas ao longo de todo percurso, mesmo quando isso acontecia às quatro e cinco da manhã; e do apoio das famílias que se transformaram perante o testemunho de mudança.
Para além de muitos outros, que paravam as carrinhas na estrada para nos darem apoio, podemos lembrar as irmãs do Pico da Urze, o Império de São Bartolomeu, os fiéis da Serreta, os bombeiros dos Altares, os residentes dos Biscoitos, os responsáveis pela Misericórdia da Praia, os agricultores da Achada, as comunidades da Feteira e de São Bento e várias empresas de restauração como um café no Posto Santo, a Quinta do Galo, o restaurante Papa Açorda, o restaurante a Africana e uma empresa de catering da Praia. Primeiro pensávamos que seriam refeições a mais mas também nos recordámos que foi em torno da mesa, e da cruz, que Nosso Senhor redimiu e redime o mundo.
Houve uma reunião na sexta-feira passada e outra haverá no próximo dia 12 de Março pelas vinte horas na Igreja da Conceição. Sexta-feira recordámos a incrível melhoria na organização da caminhada e, graças à dádiva de tantos, da alimentação e da estadia; a enorme vantagem de levarmos um padre connosco, o reforço da amizade entre todos, e a crescente novidade interior de cada romaria. Também se focaram pequenos aspectos de forma que poderiam melhorar, como a manutenção da intensidade do canto ao longo da romaria, a aprendizagem de orações cantadas, ou algum cuidado acrescido a quem pára à beira do caminho com muito cansaço em cima.
Mas o grande desafio é para o futuro. Por um lado, o desafio de cada um de nós de encontrar formas de oração e de caminhada que nos aproximem de Deus e dos outros. Falou-se numa maior presença dos romeiros nas manifestações e celebrações da Igreja; e pensámos, cada um de nós, nas formas como iríamos dar tempo a Deus na rotina de todos os dias. Por outro lado, o desafio que cabe ao próprio rancho de romeiros de ir preparando um salto quantitativo e qualitativo para as romarias do ano que vem. Várias questões se colocam: I) Como ir convidando e preparando outras pessoas ou ranchos que são chamadas a participar nas romarias mas que não se sentem à vontade para dar o primeiro passo?; II) Como alargar as romarias a São Jorge, ao Pico e mais longe no outro lado do mar, levando a todo o lado, esta magnífica forma de rezar e caminhar que os nossos irmãos de São Miguel souberam guardar durante séculos? III) Como integrar ainda mais o movimento dentro da Igreja para que a vantagem da Terceira de ter padres na romaria, possa dar frutos por aqui e por outras paragens?
Ao longo de cinco dias estranhámos o fenómeno que se passava em nós e em torno de nós. Mas íamos com Jesus, Maria e José e tudo parecia bem. É bom que continuemos a caminhar com Eles.
Terminou a semana passada a romaria de Nossa Senhora da Conceição da Ilha Terceira. Antes conversámos sobre a importância de gerar contudo para uma forma magnífica de rezar que tínhamos importado de São Miguel, retomado das antigas romarias da Terceira e adaptado aos primeiros anos do século XXI. E esse conteúdo foi conseguido se atendermos aos testemunhos que fomos escutando de dentro e de fora. De dentro ouvimos falar muito de uma nova perspectiva de olhar a vida, e da descoberta e redenção de atavismos limitadores de cada um de nós.
De fora disseram-nos que se comoviam com a humildade e alegria dos romeiros que caminhavam, pediram-nos para rezarmos por este e por aquele e, numa manifestação de espantosa dádiva, ofereceram-nos comida e dormida. Foi um pouco por todo o caminho mas não é demais realçar o papel fantástico da Cruz Vermelha, que transportou colchões e sacos de um sítio para o outro; da hospitalidade magnífica das instituições e famílias de Santa Bárbara, Agualva, Porto Martins e São Sebastião; do apoio dos fiéis e párocos que abriram as igrejas e capelas ao longo de todo percurso, mesmo quando isso acontecia às quatro e cinco da manhã; e do apoio das famílias que se transformaram perante o testemunho de mudança.
Para além de muitos outros, que paravam as carrinhas na estrada para nos darem apoio, podemos lembrar as irmãs do Pico da Urze, o Império de São Bartolomeu, os fiéis da Serreta, os bombeiros dos Altares, os residentes dos Biscoitos, os responsáveis pela Misericórdia da Praia, os agricultores da Achada, as comunidades da Feteira e de São Bento e várias empresas de restauração como um café no Posto Santo, a Quinta do Galo, o restaurante Papa Açorda, o restaurante a Africana e uma empresa de catering da Praia. Primeiro pensávamos que seriam refeições a mais mas também nos recordámos que foi em torno da mesa, e da cruz, que Nosso Senhor redimiu e redime o mundo.
Houve uma reunião na sexta-feira passada e outra haverá no próximo dia 12 de Março pelas vinte horas na Igreja da Conceição. Sexta-feira recordámos a incrível melhoria na organização da caminhada e, graças à dádiva de tantos, da alimentação e da estadia; a enorme vantagem de levarmos um padre connosco, o reforço da amizade entre todos, e a crescente novidade interior de cada romaria. Também se focaram pequenos aspectos de forma que poderiam melhorar, como a manutenção da intensidade do canto ao longo da romaria, a aprendizagem de orações cantadas, ou algum cuidado acrescido a quem pára à beira do caminho com muito cansaço em cima.
Mas o grande desafio é para o futuro. Por um lado, o desafio de cada um de nós de encontrar formas de oração e de caminhada que nos aproximem de Deus e dos outros. Falou-se numa maior presença dos romeiros nas manifestações e celebrações da Igreja; e pensámos, cada um de nós, nas formas como iríamos dar tempo a Deus na rotina de todos os dias. Por outro lado, o desafio que cabe ao próprio rancho de romeiros de ir preparando um salto quantitativo e qualitativo para as romarias do ano que vem. Várias questões se colocam: I) Como ir convidando e preparando outras pessoas ou ranchos que são chamadas a participar nas romarias mas que não se sentem à vontade para dar o primeiro passo?; II) Como alargar as romarias a São Jorge, ao Pico e mais longe no outro lado do mar, levando a todo o lado, esta magnífica forma de rezar e caminhar que os nossos irmãos de São Miguel souberam guardar durante séculos? III) Como integrar ainda mais o movimento dentro da Igreja para que a vantagem da Terceira de ter padres na romaria, possa dar frutos por aqui e por outras paragens?
Ao longo de cinco dias estranhámos o fenómeno que se passava em nós e em torno de nós. Mas íamos com Jesus, Maria e José e tudo parecia bem. É bom que continuemos a caminhar com Eles.
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