sexta-feira, 10 de julho de 2009

O Romeiro e o mistério das romarias

Artigo publicado no passado dia 1 do corrente no jornal "A União"


O que levará um punhado de homens a abdicarem do conforto caseiro pelas adversidades do tempo no dia a dia?
O que levará homens de barba rija a trajarem roupas de aspecto antigo e a beirar quase o ridículo, segundo os padrões dos nossos dias?
O que levará uma mão cheia de homens a levantarem-se pela madrugada, caminharem até ao entardecer e durante vários dias consecutivos?
O que levará estes degredados filhos de Eva a pararem, cantarem e rezarem, quer chova ou faça sol em todas as casas de Nossa Senhora da ilha onde caminham?
O que levará estes filhos de Deus a passarem pelos dedos contas do terço ininterruptamente?

Sinceramente, deve ser algo quase transcendente, sem ser milagroso.
Sinceramente, deve ser alguma coisa que, em vez de os cansarem a cada passada que dão, ajuda-os a caminhar o dobro.
Sinceramente, deve haver algo mais que o meramente visível e palpável para eles abdicarem de tudo e de todos, e entrarem num retiro tão peculiar como este que é passado ao ar livre.
Sinceramente, deve ser uma experiência fabulosa e gratificante para, ano após ano, voltarem à estrada com um sorriso nos lábios e um brilho especial nos olhos.

Definitivamente a Sagrada Família caminha lado a lado com eles.
Definitivamente o Divino Espírito Santo ilumina-os.
Definitivamente Deus Nosso Senhor está especialmente com eles.

Posto isto, estas interrogações, afirmações e divagações, chego à conclusão (ousada por certo) que os Romeiros, são uma devoção Mariana, impregnados do aroma das brumas que cobrem as ilhas.
Posto isto, estas interrogações, afirmações e divagações, chego à conclusão (ousada por certo) que a Irmandade dos Romeiros, foi talhada no tempo e no espaço do basalto rude e negro de que é constituído o arquipélago para um propósito superior.

Por último, o mistério das romarias e dos homens que as fazem, reside no simples facto de que, por imensos oceanos que se escrevam sobre o assunto (como este), são apenas pequenas gotas de orvalho matinal, contrastando com o mar aberto e profundo das emoções sentidas e vividas por cada romeiro.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Apresentação do Livro


“É POSSIVEL VIVER ASSIM?”
UMA ESTRANHA ABORDAGEM À
EXISTÊNCIA CRISTÃ
Volume II — Esperança
Luigi Giussani


No próximo dia 26 de Junho,
pelas 15H00, será realizada a apresentação
do livro É possível viver
assim?, da autoria de Luigi Giussani,
a qual terá lugar no anfiteatro
do Pico da Urze da Universidade
dos Açores.
A apresentação do livro será feita
pelo Padre João Seabra, pároco
do Movimento Comunhão e Libertação
em Portugal.
“É POSSIVEL VIVER ASSIM?”
UMA ESTRANHA ABORDAGEM À
EXISTÊNCIA CRISTÃ
Volume II — Esperança
Luigi Giussani

No próximo dia 26 de Junho,
pelas 15H00
, será realizada a apresentação
do livro É possível viver
assim?, da autoria de Luigi Giussani,
a qual terá lugar no anfiteatro
do Pico da Urze da Universidade
dos Açores.

A apresentação do livro será feita
pelo Padre João Seabra, pároco
do Movimento Comunhão e Libertação
em Portugal.

É possível viver assim? mostra-nos de forma espontânea, séria e leal que a descoberta
da vida como "vocação" não se produz por dedução ou pensamento desligado da
existência, mas que é revelada por uma experiência vivida segundo a razão iluminada
pelo Mistério.
O livro acompanha o itinerário percorrido durante um ano por Don Luigi Guiussani,
em diálogo com uma centena de jovens, decididos a comprometer a sua vida com
Cristo na forma de dedicação total ao Mistério e ao seu destino na história: aquilo que
a Igreja chama "virgindade".
Nesta obra quis-se manter o tom e o estilo desses diálogos, uma vez que testemunham
um modo valioso de encarar a vocação – vista como o problema humano por excelência
– e também a maturidade de convicção e afecto que pode suscitar em cada um.
Don Luigi Guiussani leva-nos a compreender a fé cristã como algo interessante, e,
mais ainda, como o destino da vida.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Fátima continua a revelar coisas que eram secretas para nós


"Estive em Fátima nos primeiros dias do mês de Maio num retiro do Movimento Comunhão e Libertação. No ambiente de Fátima é mais fácil rezar. Na circunstância de um retiro é mais fácil pensar. E foi entre o rezar e o pensar que passei aqueles três dias de sol, de peregrinos e de Nossa Senhora. Se repararmos na multidão de pessoas diferentes que por ali passaram naqueles dias é manifesto que o sentido religioso está presente em todos homens. E quando por vezes estamos mais distraídos ou mais medrosos, há sempre alguma coisa bem real que nos remete para o mistério. No mistério somos de facto um só. Basta olhar para o lado, ou nem sequer olhar mais sentir que a perplexidade face ao mistério é partilhada por todos os que estão à nossa volta. Esse sentimento parece mais presente naqueles lugares de peregrinação mas a razão dá-nos a certeza de que essa mesma unidade misteriosa com todos os homens se verifica em todos os tempos e todos os lugares.
É nessa inevitabilidade de partilha e união misteriosa que é sentida a necessidade de perdão e comunhão; e espantosamente de libertação. O momento para a decisão da confissão, que se segue a tempos mais ou menos longos de angústia e arrependimento, é sempre repentino, como se a busca de perdão e de comunhão fosse ajudada pela Graça. O problema é que estamos longe dos tempos, dos espaços e das predisposições onde essa Graça é mais fácil de entender. Não dá jeito aqui e agora, e assim vamo-nos privando da alegria imensa e certa que a liberdade traz. É por isso que são importantes os silêncios e as caminhadas a que a Igreja vai chamando de retiros e peregrinações.
Neste retiro que vos falo houve três aulas de apresentação e uma aula para responder a dúvidas. Pelo meio houve espaço para pensar, para rezar e também para conversar. E nunca destoa um pastel de nata num daqueles cafezinhos que foram surgindo em Fátima a acompanhar sistematicamente o aumento dos peregrinos e a redução da sua sazonalidade. A primeira aula foi sobre a Circunstância. E o recado resume-se ao facto de que “as circunstâncias pelas quais Deus nos faz passar são factores essenciais e não secundários na nossa vocação”. E justificou dizendo que “se o Cristianismo é o anúncio de que o Mistério encarnou, então a circunstância é um factor crucial do testemunho de Deus. E concretiza que “a crise, o terramoto, as mais diversas formas de dor, e as leis que deixaram de defender o bem” são parte inolvidável dessa circunstância de que não podemos e não devemos fugir. Mas dá-nos esperança dizendo - num perfeccionismo de linguagem de raiz italiana - que a vida não é uma tragédia que faz acabar o tudo no nada; pelo contrário a vida é dramática porque é a relação entre o nosso eu e o tu de Deus. Deus que, paradoxalmente, nos chama através da circunstância. Só assim se entende a dor e o sofrimento: pelo espectáculo da Ressurreição depois de uma semana de Paixão; pela maravilha do amor que surge da circunstância de um terramoto; pela alegria mais corriqueira de uma boa nota depois do esforço do estudo. “Comovemo-nos e, por isso, movemo-nos”, também ouvi dizer por lá.A segunda aula teve que ver com a clarificação de que o Cristianismo não se restringe a uma ética do bem e do mal, ficando para a ciência a definição do verdadeiro e do falso. Essa visão do iluminismo restringe o Cristianismo ao sentido religioso presente em todos os homens, e ofusca a visão de Cristo na realidade da nossa circunstância. In extremis anula a incarnação de Nosso Senhor, impede-nos ver o testemunho de Deus no mundo e distrai-nos da sede de infinito de cada homem com a sua circunstância. Como é que caímos neste engano de separar o bem da verdade quando são os factos que nos comovem são os que movem o coração que tem sede de infinito?
A terceira aula foi sobre como a obediência ao coração nos transforma em co-criadores. Não há dúvida de que Fátima continua a revelar coisas que eram secretas para nós!"
Texto retirado daqui da autoria de Tomáz Dentinho

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Feliz 35º Aniversário



Fará no próximo Domingo (dia 19 de Abril) 35 anos que Francisco Dolores Monteiro Borges de Medeiros foi ordenado Padre. Ordenou-se em 19 de Abril de 1974, na Matriz de Nossa Senhora da Assunção de Vila do Porto.

O Rancho de Romeiros vem aqui desejar-lhe publicamente um Feliz Aniversário e que Nosso Senhor o Ajude sempre a levar este rebanho de católicos pelos caminhos rectos da Santa Igreja e que o Espirito Santo o ilumine como até agora o tem iluminado.

Convidam-se, igualmente, todos os Cristãos a comparecerem na missa do próximo Domingo pelas 12:00, no Santuário de Nossa Senhora da Conceição. Melhor do que qualquer prenda material, ver a "sua paróquia cheia até à cunha" será um modo de agradecermos tudo o que ele tem feito em nome de Jesus Cristo.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Romeiros da Sagrada Familia




I
Pelas cinco da madrugada
Cheios de esperança e devoção
Puseram-se todos à estrada
Os Romeiros da Conceição

II
Quatro de S. Miguel vieram
Quatro da Ilha Graciosa
Os outros restantes eram
Desta Ilha tão maravilhosa

III
E os outros três que me faltavam
Que sempre nos acompanharam
Com grande amor e fé
São a razão do meu ser
È a força do meu viver
Que é Jesus, Maria e José

IV
Ser Romeiro é partilhar
È ser Cristão e ter confiança
É ter muito amor para dar
E no futuro muito esperança

V
Visitamos todas as igrejas
Nalgumas ajoelhamo-nos a teus pés
Meu Deus, bendito e louvado sejas
Por serdes misericordioso como és

VI
E depois de muito andar
Com sacrifício, mas com alegria
A Santa Bárbara fomos pernoitar
No final do primeiro dia

VII
Ò meus Deus, ó meu Jesus
Como sóis bom do coração
Deixastes-te pregar na Cruz
Pela nossa Salvação

VIII
Jesus é paz, Jesus é amor
Jesus é vida, Jesus é alegria
Jesus é Filho do Nosso Senhor
Que nos céus nos unirá um dia

IX
Maria que um dia chorou
Quando alguém crucificou
O seu único e amado filho, Jesus
Rogai por nós, os Romeiros
Que um dia seremos os primeiros
A ajudar-te a levar a Cruz

X
E no final do segundo dia
Com muito amor e alegria
À Agualva fomos dormir
Com algum cansaço, mas confiança
E novamente com muita esperança
Que um novo dia iria surgir

XI
Andamos de noite, andamos de dia
Percorremos ruas, canadas e outeiros
Fizemos uma grande romaria
Somos aqueles a quem chamam romeiros

XII
Rezar, na verdade um dever é
O terço á virgem com alegria
Manterás acesa a tua fé
E viverás melhor cada dia
Importante também seria
Recordar com muito amor

O filho da Virgem Maria
Senhor Jesus, nosso senhor

XIII
Muitas reflexões fizemos
Que tocou no nosso coração
Muitas coisas até tivemos
Dadas pelo nosso irmão

XIV
E no Porto Martins, alinhados
Depois, de algum tempo descansarmos
Para iniciar-mos a fase final do dia
Muita gente nos esperava
E era a ver quem nos levava
Para albergar a romaria

XV
Falamos de coisas banais
Falamos de coisas de mais profundo
Recordamos nossos irmãos e pais
E dos que já não estão neste mundo

XVI
E foi no final do quarto dia
Quando alguém de bom coração
Apareceu para nos dar guarida
Na sua casa em S. Sebastião

XVII
Da Maria Vieira ao farol
Como a passo de caracol
Rezando num silêncio profundo
Ai como o nosso amor a Deus mudou
Até o irmão Isaías chorou
Ao dar o seu testemunho

XVIII
Pedimos graças a Deus
Pedimos pelo nosso defunto
Pedimos pelos filhos seus
Pedimos pela paz do mundo

XIX
E quando chegamos à igreja da Sé
Meu último pedido foi feito
Para que Deus aumentasse a minha fé
E amar-lhe com maior respeito

XX
Oh meu Deus como és amigo
Como és puro do coração
Deixas-me conversar contigo
Na hora da minha oração

XXI
Pedimos pelo Papa e pelo Bispo
Pedimos pelo seminarista e sacerdote
Para quem tenham temor a Cristo
Como nós temos da morte

XXII
Nossas pernas já cansadas
Mas o coração cheio de alegria
Como é bom seguir as pegadas
Do teu filho Virgem Maria

XXIII
Um obrigado ao irmão mestre
Pela humildade que tiveste
De saber conduzir a romaria
Descanso eterno para os teus ausentes
Saúde à esposa e filhos presentes
Felicidades p`ro resto da vida

XXIV
Ao irmão contra-mestre o meu louvor
Por ele ser o nosso bom pastor
E do seu rebanho saber cuidar
Que Deus lhe conserve a sabedoria
E o amor que tem ao filho de Maria
Só como ele sabe adorar e amar

XXV
Finalmente na Conceição
Aonde a romaria começou
Quanto custou despir do irmão
Que connosco caminhou

XXVI
E para estes versos finalizar
E como era de esperar
Foi o final da Romaria
Deus vos dê saúde e sorte
Fé, esperança até á hora da morte
È o que vos pede o filho de Maria

XXVII
A todos os Irmãos Romeiros
Que percorrem vales e outeiros
Nesta caminhada espectacular
Que seja sempre louvado
Jesus Cristo crucificado
Que morreu par nos salvar

Um irmão como os demais.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

6ª feira Santa

"6ª Feira Santa
Local: Sé de Angra
Hora: 20:00

Este ano e, na denominada Semana Santa, o rancho foi agraciado com o convite para integrar as festividades deste dia, nomeadamente, a Via-sacra e a procissão do Senhor morto, um momento alto para todos nós Católicos.
Para além do dito convite, que muito nos honrou, a nós e á paroquia de onde partimos e chegamos, qual não foi o nosso espanto e regozijo de, ter cabido a nós, meras ovelhas de um rebanho maior, levarmos a imagem do Senhor morto.
Depois de mais uma romaria de fé, esperança e (re) descobertas, foi um culminar “em grande” da semana santa. Para além daqueles que a transportavam, também os irmãos que a ladeavam, sentiam nos seus corações, a Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ali ia o Senhor morto mas, nos nossos corações sentíamos a Fé viva de que a Ressurreição existe, de que Jesus Cristo deu a vida por nós todos, sem excepção e sem divisões, sejam de cor, sexo, raça ou (pre) conceitos. Ali ia o Senhor morto sim mas, também nós sabemos e sentimos que, um dia morreremos desta vida para outra, mais gloriosa e com a graça de Deus, a ressurreição dos mortos."


Um irmão como os demais.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

A Crise e o Espirito Santo


"O Bispo de Angra e Ilhas dos Açores disse na sua mensagem de Páscoa que a solução para a crise que afecta a humanidade está no Espírito Santo. De facto foi isso que nos foi ensinado desde pequenos mas é isso mesmo que temos dificuldade de integrar no dia-a-dia das nossas vidas. Por um lado mantemos o mesmo sentido religioso que é comum a toda a humanidade. No entanto temos uma dificuldade em assumir a presença de Cristo junto de nós por intermédio do Espírito Santo. E, talvez por isso, nos custa perceber como é que a solução para a crise está no Espírito Santo, como nos anuncia e lembra Dom António.
O anúncio do parece ainda mais insólito quando confrontamos o carácter global da crise financeira e económica com o âmbito local e regional dos efeitos expectáveis das palavras do Bispo de Angra. Como é que uma crise de carácter global se resolve com a reacção dos açorianos à mensagem pascal do seu prelado? A resposta é paradoxal mas é a única possível ao desafio lançado pelo prelado. A crise só é ultrapassável se nos Açores e no Mundo formos capazes de assumir a presença vivificante de Cristo. E, se essa presença transformadora for reconhecida por cada um de nós, o testemunho que daí resultará produzirá efeitos para toda a humanidade.
As palavras do Bispo de Angra podem também ser interpretadas como uma avaliação ex-post da crise em que estamos mergulhados. A crise existe porque nos esquecemos de Cristo e a crise persistirá enquanto não nos relembramos d’ Ele. Nesta perspectiva não bastam as medidas de estímulo para repor a economia mundial propostas por Barack Obama e mais ou menos propagandeadas pelos jornalistas do sistema. Na verdade essas políticas conjunturais servem fundamentalmente para repor o sistema anterior mas não abordam as razões das suas falhas estruturais.
Podemos discutir até à exaustão quais são as causas estruturais do sistema em crise. No entanto Dom António lembra-nos que as crises existem e perduram quando esquecemos Cristo presente no meio de nós. Cristo que, conforme nos foi ensinado, é a Verdade e a Vida. E, assim perspectivado, é mais fácil identificar em que medida o sistema político e económico em que vivemos é contra a Verdade e contra a Vida, não só nos Açores mas em grande parte do mundo.
O sistema político económico é contra a verdade quando assume que é possível explicar a realidade de forma consequente apenas com os instrumentos parciais dos paradigmas científicos que, aliados às capacidades de intervenção dos mais poderosos, esquecem a dimensão cognitiva, ao mesmo tempo complementar e unificadora, da Fé. É certo que quem acredita sem razões para o fazer tende a ser idólatra; mas quem tem razões para arriscar acreditar e não o faz tende a ser supersticioso e a substituir Cristo por quimeras tão vagas, moralistas ou exclusivistas como o Farisaísmo ou Islamismo Inquisitorial, o Cientismo Falseável, o Holocausto Nazi, a Utopia Soviética, o Sonho Americano ou os Ciclos Umbilicais e Estratificados do Oriente.
De facto o sistema em que vivemos é estruturalmente contra a verdade quando não se coíbe de adulterar o sentido das palavras normalmente com a conivência dos meios de comunicação social e dos políticos. A liberdade de escolhermos o que nos liberta é substituída pela liberdade de escolha do que nos escraviza. A fraternidade que expande o amor vivido na família a toda a humanidade é transformada em elos secretos de curibecas que minam a sociedade e a família. A igualdade de todos diante de Deus é facilmente adulterada como a igualdade entre os cidadãos da mesma casta, do mesmo país e da mesma geração o que se autojustifica e mantém com a destruição e morte daqueles que excluem: as crianças, os velhos, os ciganos, os imigrantes, os africanos, os iraquianos, os palestinianos, os afegãos e por aí fora. E porque o sistema é contra a verdade é também contra a vida. E porque é contra a vida é autodestrutivo. Daí a crise intrínseca dos sistemas sem Deus como nos lembra Dom António, Bispo de Angra e Ilha dos Açores."

Um irmão como os demais