quinta-feira, 27 de maio de 2010

Sinal da Cruz e identidade dos cristãos

"O Sinal da Cruz é marca de identidade dos cristãos, precisamente por nos colocar no mistério de Deus Uno e Trino, no qual são baptizados: “Em nome do Pai, em nome do Filho, e em nome do Espírito Santo”.
Assim começamos e terminamos as nossas celebrações litúrgicas. Assim deveríamos começar e terminar cada dia da nossa existência de peregrinos, sobre a terra que habitamos. E há tanto que apreciar nas maravilhas da Criação, que sempre se continua e renova em cada dia.
Quando um cristão faz o Sinal da Cruz está a fazer a profissão de fé, que o distingue dos crentes doutras religiões. Também é um gesto de testemunho da sua fé, bem eficaz quando assumido perante a multidão de todos os outros.
Escândalo para muitos, também em nossos dias, num laicismo que prefere outros gestos de adulação, onde o orgulho ancestral de velhos e novos “adamitas”, que se dizem despir de todos os preconceitos, mas que não toleram o Sinal da Cruz.
Por vezes, muitos dos amamentados na Igreja, que os fez gente, nas Cátedras das Catedrais e mais tarde Universidades, e Hospitais para os doentes de todas as condições e tantos outros avanços civilizacionais, procedem como “inimigos da Cruz de Cristo”, tentado banir o Sinal da Cruz, até nos recantos, que lhe deram Vida.
Ao celebrarmos a Santíssima Trindade, tenhamos bem presente os desafios, que se colocam a cada um de nós, a começar nas famílias, tão atacadas, por legislações danosas, que em nada apoiam à transmissão de Valores e de condições de vida, sobretudo em relação aos filhos a educar.
Continuaremos a fazer o Sinal da Cruz, pedindo a Deus que nos continue juízo, nos nossos pensamentos e inteligência, com uma vontade firme de que o nosso coração não se afaste dos verdadeiros sentimentos cristãos e nos faça abrir os braços para abraçar todos, num esforço de bem-fazer: “Pai, Filho, Espírito Santo”."

Artigo publicado no Jornal "A União" de hoje, da autoria do Padre Dolores.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Cânticos e Orações VIII

Acto de contrição

Meu Deus, porque sois infinitamente bom,
eu Vos amo de todo o meu coração,
pesa-me ter-Vos ofendido,
e, com o auxílio da vossa divina graça,
proponho firmemente emendar-me
e nunca mais Vos tornar a ofender;
peço e espero o perdão das minhas culpas
pela vossa infinita misericórdia.
Ámen

Cânticos e Orações VII

Oração a Nossa Senhora

Salva a Nossa Senhora
Deus nos salve ó pura e bela
Pelas vossas sete dores
Na vossa santa capela
Mimoso jardim de flores

O vosso nome é bendito
É cheio de santidade
Que não cabe no infinito
A vossa santa vontade

Ó Mãe de Deus Omnipotente
Que por nos sacrificaste
Tente compaixão da gente
Já que no mundo nos deixaste

Ó Mãe de Deus Sagrada
Filho do eterno Pai
Que por nós foste coroada
A nós todos abençoai

Toda a hora que tem brilho
Para quem sabe pensar bem
Abençoai os vossos filhos
Pelos Séculos. Amém.

Cânticos e Orações VI

Chegada à Igreja

Todos
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo,
Como era no principio agora e sempre. Ámen.

Deus nos salve Maria — Filha de Deus Pai.
Deus nos salve Maria — Mãe de Deus Filho
Deus nos salve Maria — Esposa do Espírito Santo
Deus nos salve Maria — Templo e sacrário da Santíssima Trindade
Ámen.

Os anjos dos céus vos louvam,
Soberana e clementíssima Senhora da humanidade.
Por muitos e infinitos milhares e milhares de vezes
Ámen.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Papa Bento XVI e a nossa identidade

"Numa Europa, ao ritmo dos vulcões da Islândia, que antecederam a Revolução Francesa e parecem querer marcar de novo as mudanças de rumo do Velho Continente, o Papa Bento XVI, voou até à “Ocidental Praia Lusitana”, a incentivar Portugal a vencer as crises, suas e da Europa, num contexto de globalização.
Na mais longa das viagens, das cinco, que três Papas fizeram a este País, nestes quatro dias, a três pontos fulcrais na nossa Historia, passada e recente, são assinalados, pela presença do Sucessor de Pedro, em nossos dias, a refrescar-nos a memória da nossa própria identidade.
Ademais, Cavaco Silva, deu o tom, no discurso de boas vindas, ao lembrar que o reconhecimento de Portugal, como Estado, em 1179, pela bula Manifestis probatum, do Papa Alexandre III, ao Rei D. Afonso Henriques, que já tinha demonstrado capacidade de o ser, “pois ele lutara sem cessar «pela fé cristã» e se mostrara «apto para a direcção do povo».
A Visita começou em Lisboa, ponto de partida e chegada da Epopeia dos Descobrimentos, nas caravelas da Cruz de Cristo, a que não é alheio o rio Tejo, como cenário ideal para novas partidas. Por isso o Papa convidou-nos a ajudarmos “afirmar a matriz cristã na Europa à semelhança do que se fez durante os descobrimentos, quando Portugal foi um dos principais promotores da fé Católica no mundo”.
Fátima, como não podia deixar de ser, é “altar do mundo”, de que o próprio Papa se faz peregrino, nos dez anos da Beatificação dos pastorinhos Jacinta Marto, cujo centenário do nascimento se comemora, e de Francisco Marto.
A terceira parte do designado “segredo” de Fátima, não podia estar ausente de todo este contexto de sofrimento da Igreja e, sobretudo do Papa, não apenas do falecido João Paulo II, mas do futuro da Igreja, que importa viver-se com sentido de esperança e de renovada confiança.Porto, última etapa desta Visita papal, às raízes primeiras do nome que temos, do “portugalle”, do Norte, donde se partiu, para a Reconquista Cristã. Hoje, um País e uma Europa descuidada dos valores matriciais, precisa de equacionar a identidade que temos e somos e qual devemos transmitir às gerações vindouras."
Artigo publicado no Jornal "A União" de ontem da autoria do Padre Dolores

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Paz, não a do mundo

"Perante a instabilidade, que há muito não se via, assiste-se a um mal-estar global, onde o oportunismo de uns e o esbanjamento de outros, faz tremer as bolsas de valores, não apenas monetários, mas da própria dignidade humana e do convívio pacifico dos povos e nações.
Como se não bastasse toda esta turbulência dos mercados, a própria Natureza, incomodada com o mau uso que dela temos feito, está a sacudir-nos da letargia em que multidões imensas foram hipnotizadas por certa publicidade mediática.
E, tal como na Igreja primitiva, há dois mil anos, as relações, entre uns e outros não são nada boas, perante as imposições (Actos 15), já não dos circuncisos, mas dos magnatas da corrupção, que, esquecendo todos os outros, lhes querem impor condições nada abonatórias da dignidade de irmãos e de filhos de um mesmo Pai.
Talvez, por isso, o Tratado de Lisboa não menciona na tradicional trilogia, a “Fraternidade”, substituindo-a, pela palavra “Solidariedade”. Uma subtileza, que a quase todos os signatários nem se deram conta, mas cujos efeitos parecem estar à vista, perante uma Europa, que nem se aguenta com o vulcão da Islândia, nem o desmando da Grécia.
Por cá, sobretudo em São Miguel, afinam-se os últimos toques e retoques, para a Festa do Senhor Santo Cristo dos Milagres, cuja tradição de trezentos e dez anos se reaviva a cada tremor de terra e das gentes sofredoras.
Mais, ainda, com a desfaçatez de quem se apresenta, como “falso Messias” de um povo e dum país a quem os desertores da Fé e da Terra prometem o que não podem nem devem. Pois “as cantigas e o pão de padeira é que nos puseram desta maneira”!
Sem pão não há paz que nos valha. E sem o “Pão da Vida” (João 14) não há cristãos que se aguentem perante as trapalhadas do mundo, que arrogantemente se afasta do Criador e das Criaturas, com a sua pós -modernidade de fracturas, a fazer negaças à serpente do Éden.
Valha-nos o Paráclito, o Espírito Santo, que nos “ensinará” a enfrentar as novas situações do mundo em que vivemos e nos “recorde” a promessa de da paz: «Deixo-vos a Paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como a dá o mundo»."
Artigo publicado no Jornal "A União" de hoje da autoria do Padre Dolores