sexta-feira, 14 de setembro de 2012
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Leitura Divina
*“O silêncio de Maria” escrito pelo Prof. Dr. Antônio Mesquita Galvão
Gosto particularmente desta foto, não pela imagem em si, mas sim naquilo que a foto me transmite, naquilo que a imagem e o ambão nesta posição em particular me levam a pensar e refletir um pouco.
Já na igreja que frequento mais assiduamente, também lá, atrás do ambão temos uma imagem de Nossa Senhora.
Sempre senti como sendo uma graça divina, podermos fazer as leituras dominicais com a intercessão d`Ela, com Ela atrás de nós, qual mãe segurando-nos meigamente pelo ombro, incitando-nos a ler a palavra de Deus para o Seu povo, de uma maneira simples e modesta, mas também de maneira que as palavras passem disso mesmo. Ler a palavra de Deus, de maneira que os ali presentes as sintam no coração e os incite a serem mais cristãos, a levarem a palavra para as suas vidas e não apenas ficarem entre as quatro paredes da igreja. Senti apenas isso até ao passado sábado, dia em que numa cerimónia religiosa onde estive presente, senti mais do que isso.
Senti que ali, os leitores, não só eram agraciados com o apoio da Sua e Nossa Mãe Maria Santíssima, como também do menino, Filho de Deus Pai, mas este sentimento foi mais longe.
De repente apercebi-me de que, mais importante que a graça do apoio na leitura, estava a indicação que Cristo e Sua e Nossa Mãe Maria Santíssima seguiram, seguem e seguirão aquilo que Deus, através dos profetas nos deixou na Sagrada Escritura, aliás, o menino Jesus indica-nos que veio ao mundo pelo Pai e para proclamar a Sua palavra, a água viva que nos sacia a sede de Deus. Não querendo agora parecer contraditório, também é verdade que “Jesus não falou “felizes os que leem as Escrituras e as praticam...”, mas foi além ao dizer: “... felizes os que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática...”. A Palavra de Deus não está só na Bíblia. Ele nos fala pelas Escrituras mas também por uma série de sinais reveladores. Maria conhecia os Livros Sagrados mas tinha olhos para enxergar, nos demais sinais, a vontade de Deus. Por essa obediência ela tornou-se cheia de graça.” *
Por vezes poderemos não O ver, senti-lO ou ouvi-lO, no entanto, para além de estar no irmão ao nosso lado, nos nossos corações ou no silêncio da oração, Ele está sempre presente ali na Sagrada Escritura, e mesmo sem uma imagem semelhante para servir de apoio visual à nossa fraqueza humana, à nossa pouca fé (em contraste com a plena razão) que muitas vezes ocorre, basta abrir a Bíblia Sagrada e começar na 1ª folha…
*“O silêncio de Maria” escrito pelo Prof. Dr. Antônio Mesquita Galvão
Paulo Roldão
(um irmão romeiro, como os demais)
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Reunião de romeiros mensal (Setembro)
Informam-se todos os irmãos que no próximo dia 26 do corrente mês, pelas 20:00, no centro de catequeses do Santuário de Nossa Senhora da Conceição, localizado na Rua do Cruzeiro, irá ocorrer a reunião mensal com o seguinte esquema:
Oração – sustento da alma
Terço dirigido pelo irmão Gonçalo Forjaz
Tema para reflexão
“Fé e Razão” - Apresentação e explanação a cargo do irmão Tomaz Dentinho, seguindo-se de um período de dialogo fraterno entre todos os presentes sobre o tema.
Outros assuntos de interesse para o rancho
(…)
Mais se informa de que, esta reunião também está aberta a todos aqueles que pretendam sair connosco na próxima romaria.
Paulo Roldão
(um irmão romeiro, como os demais)
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Bendita a hora e o dia
Ave Maria,
cheia de graça, o Senhor é convosco,
bendita sois vós entre as mulheres
e bendito é o fruto do Vosso ventre, Jesus.
Santa Maria, Mãe de Deus
rogai por nós, pecadores,
agora, e na hora da nossa morte.
Ámen”
Paulo Roldão
(um irmão romeiro, como os demais)
(um irmão romeiro, como os demais)
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Sentes as tuas orações?
Tantas vezes que aqui nos ajoelhamos para rezar e no entanto, algumas vezes não fazemos mais nada do que apenas recitar formulas ou orações sem as sentirmos verdadeiramente, começando por mim.
Tantas vezes que Lhe pedimos algo e esquecemo-nos de, primeiramente agradecer-Lhe tudo o que nos Tem dado ou até de O louvar.
Ajoelhamo-nos e rezamos mas, por vezes, são apenas segundos que nos parecem horas, com a pressa que temos para fazer outras coisas, quando o essencial, o principal é Ele. Não quero dizer com isto que o trabalho ou a família não sejam importantes e também essenciais mas, damos tanto tempo a outras coisas supérfluas no dia-a-dia e esquecemo-nos de oferecer algum desse tempo a Ele.
Tantas vezes que aqui te ajoelhas para rezar e no entanto, algumas vezes não sentes essas tuas orações como tal, apenas recitas formulas, tal como eu.
Paulo Roldão
(um irmão romeiro, como os demais)
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Feliz data
Nasceu a 9 de julho de 1949. Pároco e Reitor do Santuário de Nossa Senhora da Conceição, em Angra do Heroísmo, desde 21 de Setembro de 2002. *
O Rancho de Romeiros deseja ao Guia Espiritual que esta data se repita por muitos e longos anos.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Sabes realmente onde estás?
“Uma
epidemia de peste alguns séculos atrás... Os bois puxam as carroças cheias de
cadáveres ainda quentes em direção às valas cheias de cale viva. Já não há
ninguém para benzer os mortos desde a morte do padre da paróquia que visitava
os doentes. Veja mais...
O
jovem malabarista da aldeia começa a temer pela sua vida. O que será da sua
mulher e do seu filho pequeno se também ele apanhar a peste? Resolve começar a
rezar.
Esgueira-se
para dentro da igreja que só costuma frequentar na Páscoa, como obrigam os
mandamentos. Ajoelha-se diante do altar; mas, como rezar? O que é que pode
dizer ao Deus todo-poderoso, esse juiz austero?
Então,
para em frente duma estátua de Nossa Senhora e tenta recitar uma Avé Maria, mas
a última vez que o fez foi há muito tempo. As palavras da curta oração
escapam-lhe, já para não falar das lengalengas da sua infância.
"Vou
rezar com as minhas próprias palavras", diz o pequeno malabarista a si
próprio. "Vou falar com a Virgem Maria com o coração. Também ela vivia
numa aldeia." Mas o jovem malabarista não tem jeito para as frases bonitas
que gostaria de dizer. Está mais habituado a assobiar às raparigas e a dizer
palavrões. Fica mudo.
De
repente, resolve: "Vou fazer aquilo
que sei fazer melhor. Vou fazer malabarismos para Ela!" Tira as bolas
do saco e começa a fazer malabarismos, ali mesmo, na capela Mariana, vazia.
Primeiro devagar, depois mais rápido, uma, duas, três bolas que lança cada vez
mais alto, até ter cinco, seis, sete bolas nos ares, que dançam como os
planetas nas nuvens intergaláxicas, tal como as luas de Júpiter.
De repente, surge o sacristão
sem aviso, grosseiro e com a cara corada. Enterra a vassoura que traz na mão na
barriga do malabarista e exclama: "Sabes
onde estás, imbecil?! Sabes, não?! Mas a estátua de Nossa Senhora descontrai e
sorri e depois ri às gargalhadas. E do seu pedestal, inclina-se para o pequeno
malabarista e limpa o suor da sua testa com a palma da sua mão.”[1]
Este
pequeno artigo no sítio em referência
fez-me recordar a Celebração Eucarística seguida da procissão de velas ocorrida
no passado dia 12 de maio.
A
casa
de
nossa senhora estava cheia, a celebração em si foi fenomenal, mesmo com
a chuva que teimava em cair abundantemente lá
fora, na rua e o sermão proferido
pelo Padre Dolores soberbo e apelativo à leitura do Tratado da Verdadeira
Devoção à Santíssima Virgem[2].
A
imagem de nossa senhora em cima do seu andor estava com a simplicidade e humildade
previstas, como ela o foi, como ela o é. A procissão estava preparada, os
escuteiros iam entregando as velas nos recipientes improvisados para a cera não
queimar as mãos. Atendendo ao tempo que tinha ocorrido durante a noite e ao que
estava no momento, a procissão iria ser especial e peculiar.
Especial
por ter ocorrido entre as quatro paredes do santuário, onde os cânticos
marianos criaram uma ressonância própria, melodiosa e relaxante. Onde os
cânticos marianos roçaram ligeiramente o céu e alegraram os anjos que ali
estavam presentes.
Peculiar
porque no meio de tantos devotos de Maria apenas uma pessoa[3]
acenava-lhe com um lenço branco e com algumas gotas de água pura no canto do
olho, vivia a presença da rainha dos céus e da terra. Admito que na altura
achei uma tolice, por ser a pessoa que era, mas após ter lido o texto referido
no primeiro parágrafo, senti que tinha agido quase como o sacristão, e afinal a
pessoa em questão apenas tinha feito aquilo que sabia fazer melhor.
Se calhar talvez fosse o único que sabia realmente
onde estava e a ele Nossa
Senhora descontraiu e sorriu-lhe.
Paulo Roldão
(um irmão
romeiro, como os demais)
[1]
Transcrição de http://www.lugarsagrado.com/ datado de 27 de junho de 2012
[2] O mesmo
poderá ser descarregado em http://abcdacatequese.com/partilha/partilha-de-recursos/doc_details/2011-tratado-da-verdadeira-devocao-a-santissima-virgem-de-sao-luis-maria-de-montfort
[3] São
Mateus 19,14
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