sexta-feira, 2 de maio de 2014

Encontro de romeiros mensal

Informam-se todos os irmãos que no próximo dia 7, pelas 20:00, no centro de catequeses do Santuário de Nossa Senhora da Conceição, localizado na Rua do Cruzeiro, irá ocorrer o encontro mensal com o seguinte esquema:
Oração – sustento da alma*
Terço de romeiro dirigido pelo irmão Adalberto Couto
Tema para reflexão
“O Silêncio e a Oração” - Apresentação e explanação a cargo do irmão Paulo Roldão, seguindo-se de um período de diálogo fraterno entre todos os presentes sobre o tema.

Outros assuntos de interesse para o rancho
(…)

Mais se informa de que, este encontro também está aberta a todos aqueles que pretendam sair connosco na próxima romaria.
* Aquele que conhece os seus pecados é maior do que aquele que, pela sua oração, ressuscita um morto. Aquele que, solitário e contrito, segue Cristo, é maior do que aquele que goza o favor das multidões nas igrejas.
Santo Isaac, o Sírio
Paulo Roldão
(um irmão romeiro, como os demais)

quarta-feira, 30 de abril de 2014

A Sagrada Família em romaria


Em termos simbólicos, todo o traje de romeiro reporta-nos para a Via Sacra de Jesus, O Cristo, mesmo os dois terços que levamos, no entanto, também cremos que a Sagrada Família caminha connosco no meio do rancho, lugar sagrado onde só os irmãos podem caminhar. Lugar onde os irmãos que se sentem momentaneamente debilitados encontram o colo da Sua e Nossa Mãe, a mão firme e segura de São José e o eterno abraço meigo de Jesus menino.

Mas o que simboliza verdadeiramente a presença da Sagrada Família no rancho e em romaria foi algo que fui ruminando durante esta última romaria.

A Sagrada Família são três pessoas, Jesus, Maria e José e cada uma delas representa uma terça parte do que ocorre em romaria.

Sobre José pouco se fala na Sagrada Escritura, para além de ser citado de que era um homem justo[1]. Justo como Noé[2] e justo como Abraão[3] e como Noé e Abraão, José vivia na presença de Deus e tinha fé na Sua Palavra. Para além dessa particularidade e da sua imensa humildade, tudo o resto é silêncio. Um profundo silêncio, mas fecundo na contemplação de Jesus, fruto do aparecimento do anjo do Senhor por três vezes[4]. De igual modo, também nós romeiros, em romaria vivemos na presença de Deus e temos fé na Sua Palavra. Também nós contemplamos Jesus em momentos de silêncio, mas não um silêncio improdutivo e estéril, mas sim um silêncio semelhante a José.

Se José representa o silêncio, Maria encaminha-nos para a oração. Toda ela é uma oração constante e não apenas na recitação do terço. Ainda Jesus era uma criança já Maria conservava todas as coisas que Ele dizia e ponderava-as no seu coração[5], como oração que é.
Sua e nossa mãe Maria Santíssima, a partir do consentimento dado na fé, no momento da Anunciação e mantido sem qualquer hesitação sob a Cruz, a sua maternidade estendeu-se a todos os irmãos e irmãs de Jesus, único Mediador. Maria é pura transparência d`Ele, mostrando-nos o Verdadeiro Caminho, o Caminho das nossas orações.
Maria também era assídua à oração e mesmo após a Sua morte, o grupo de apóstolos e algumas mulheres, entre as quais Maria, unidos pelo mesmo sentimento, entregavam-se à oração.[6] Também nós unidos por esse sentimento e através de Maria que é pura transparência d´Ele, entregamo-nos á oração assídua que é o Verdadeiro Caminho para o único Mediador que é Jesus.

Sobre Jesus que dizer que não seja apenas “Jesus, filho de Deus Pai, tende piedade de nós, pecadores!” No entanto, sobre a Sua infância descrita na Sagrada Escritura vislumbro três passagens nas quais, de certa forma, a nossa maneira de estar em romaria e ser romeiro, assemelha-se um pouco à d`Ele.
Jesus crescia em sabedoria, em estatura e em graça, diante de Deus e dos homens[7], tal como nós que, de romaria em romaria vamos crescendo no conhecimento, no aprofundamento e consolidação da fé e esperando que estejamos em graça diante de Deus.
Porque me procuráveis? Não sabíeis que devia estar em casa de meu Pai?[8] Também quem nos procura sabe que poderemos ser encontrados nas diversas casas do Pai existentes na ilha e não noutros locais, que não sejam as Casas de Nossa Senhora.
Depois desceu com eles, voltou para Nazaré e era-lhes submisso.[9] Humilde, obediente, dócil ou respeitoso, são adjetivos de submisso, e tal como Ele o foi para os seus pais, também nós tentamos não só em romaria, mas sim todos os dias das nossas vidas, sermos submissos ao Pai e a Sua e nossa Mãe Maria Santíssima. Creio que muitas das palavras que depois usou na sua vida pública, muitas das parábolas que transmitiu, foram aprendidas em Nazaré. Ali aprendeu a observar os campos, as vinhas, as sementes, os rebanhos e a vida dos pastores, as mulheres a fazer o pão e a misturar o fermento na massa; aprendeu a importância de uma simples moeda na vida dos pobres, observou os homens que procuravam trabalho na praça. Aprendeu igualmente que no coração de Deus têm preferência os pequenos, os simples, os doentes.[10] Para nós, uma romaria é estar em Nazaré. aprendemos muitas coisas e de trazemos muitas palavras que usamos depois no dia-a-dia. Lá também aprendemos a observar com outro olhar tudo o que nos rodeia, sabendo que sendo pequenos e simples, estamos no coração de Deus. Para além disto, nada mais devo dizer que não seja apenas “Seja bendita e louvada a Sagrada Vida, Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo”


Esta foi a conclusão a que cheguei ao fim desses 5 dias de romaria e na qual, verdadeiramente fui ruminando incessantemente sobre o propósito real da presença da Sagrada Família no rancho e em romaria. 


Paulo Roldão
(um irmão romeiro, como os demais)


[1] Mt 1,19 - Justo - Uma palavra pequeníssima mas com uma profundidade abissal, quer naquele tempo, hoje e sempre.
[2] Gen 6,9
[3] Gen 15,16
[4] Mt 1, 21- 25 (1º sonho); Mt 2,14 (2º sonho); Mt 2, 19-21
[5] Lc 2,19
[6] Act 1, 13-14
[7] Lc 2,52
[8] Lc 2,49
[9] Lc 2,51
[10] http://www.cnal.pt/index.php/e-jesus-crescia-em-sabedoria-em-estatura-e-em-graca-diante-de-deus-e-dos-homens

quarta-feira, 23 de abril de 2014

40º Aniversário do Irmão Padre Dolores



Irmão Padre Dolores,

Na impossibilidade de alguns irmãos (nos quais me incluo) não poderem estar presentes na Justa e Sincera cerimónia comemorativa dos 40 anos do seu sacerdócio, vem o seu rancho por este meio, desejar-lhe que esta data se repita, pelo menos, mais uma vez. Agradecer-lhe por ser a pessoa que é e por todo o seu apostolado, assim como pelo facto de, desde o primeiro momento da criação desde seu rancho, ter estado permanentemente a apoia-lo. Na verdade muitos de nós, redobramos a nossa Fé neste movimento peculiar e singular da Igreja.

Obrigado irmão Padre Dolores por tudo e que Deus o abençoe…como SEMPRE!