“São os romeiros que
vão em romaria, para cumprir uma promessa que fizeram ao santo da sua devoção,
em momentos de aflição e que, fieis ao prometido, vão com preces e suas ofertas
até junto do altar do Senhor Jesus, … de Nossa Senhora ou do santo.”[1]
quinta-feira, 14 de maio de 2015
quarta-feira, 13 de maio de 2015
Artigo no Diário Insular
Ainda que o assunto abordado não tenha a ver diretamente com as romarias e/ou a a nossa santa igreja, não deixa de ser interessante a fotografia que o nosso irmão Dinis Toledo escolheu para se mostrar ao povo da ilha, bem como a data em que o mesmo artigo foi publicado. Lá diz o povo que Deus escreve direito por linhas tortas.
Uma singular peregrinação cristã
Um
livro que todos os romeiros (especialmente, mas não só), deveriam
ter a possibilidade de ler, não só por nos dizer
respeito, mas também para o conhecimento mais profundo das romarias
e a génese das mesmas.
sexta-feira, 8 de maio de 2015
sexta-feira, 17 de abril de 2015
BULA DE PROCLAMAÇÃO DO JUBILEU EXTRAORDINÁRIO DA MISERICÓRDIA - 14º Ponto da mesma
Da
referida Bula retiramos este 14º ponto que se aplica a todos os
Cristãos, mas de certa forma, particularmente a cada um de nós
romeiros de corpo e alma. Vale a pena ler e meditar nestas palavras
do Santo Padre e depois
lê-la na integra.
“14.
A peregrinação
é
um sinal peculiar no Ano Santo, enquanto ícone do caminho que cada
pessoa realiza na sua existência. A vida é uma peregrinação e o
ser humano é viator,
um peregrino que percorre uma estrada até à meta anelada. Também
para chegar à Porta Santa, tanto em Roma como em cada um dos outros
lugares, cada pessoa deverá fazer, segundo as próprias forças, uma
peregrinação. Esta será sinal de que a própria misericórdia é
uma meta a alcançar que exige empenho e sacrifício. Por isso, a
peregrinação há-de servir de estímulo à conversão: ao
atravessar a Porta Santa, deixar-nos-emos abraçar pela misericórdia
de Deus e comprometer-nos-emos a ser misericordiosos com os outros
como o Pai o é connosco.
O
Senhor Jesus indica as etapas da peregrinação através das quais é
possível atingir esta meta: « Não julgueis e não sereis julgados;
não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados.
Dai e ser-vos-á dado: uma boa medida, cheia, recalcada,
transbordante será lançada no vosso regaço. A medida que usardes
com os outros será usada convosco » (Lc
6,
37-38). Ele começa por dizer para não
julgar nem condenar.
Se uma pessoa não quer incorrer no juízo de Deus, não pode
tornar-se juiz do seu irmão. É que os homens, no seu juízo,
limitam-se a ler a superfície, enquanto o Pai vê o íntimo. Que
grande mal fazem as palavras, quando são movidas por sentimentos de
ciúme e inveja! Falar mal do irmão, na sua ausência, equivale a
deixá-lo mal visto, a comprometer a sua reputação e deixá-lo à
mercê das murmurações. Não julgar nem condenar significa,
positivamente, saber individuar o que há de bom em cada pessoa e não
permitir que venha a sofrer pelo nosso juízo parcial e a nossa
pretensão de saber tudo. Mas isto ainda não é suficiente para se
exprimir a misericórdia. Jesus pede também para perdoar
e
dar.
Ser instrumentos do perdão, porque primeiro o obtivemos nós de
Deus. Ser generosos para com todos, sabendo que também Deus derrama
a sua benevolência sobre nós com grande magnanimidade.
Misericordiosos
como o Pai é,
pois, o « lema » do Ano Santo. Na misericórdia, temos a prova de
como Deus ama. Ele dá tudo de Si mesmo, para sempre, gratuitamente e
sem pedir nada em troca. Vem em nosso auxílio, quando O invocamos. É
significativo que a oração diária da Igreja comece com estas
palavras: « Deus, vinde em nosso auxílio! Senhor, socorrei-nos e
salvai-nos » (Sal
70/69,
2). O auxílio que invocamos é já o primeiro passo da misericórdia
de Deus para connosco. Ele vem para nos salvar da condição de
fraqueza em que vivemos. E a ajuda d’Ele consiste em fazer-nos
sentir a sua presença e proximidade. Dia após dia, tocados pela sua
compaixão, podemos também nós tornar-nos compassivos para com
todos.”
domingo, 12 de abril de 2015
“Por Maria até Deus” (em memória do irmão David Fagundes)
Faz hoje 1 ano
que a fotografia que serve de base a este artigo foi tirada por um irmão
romeiro. No meio de três que foram apresentadas para o cartaz da IX Romaria,
foi esta a escolhida ou a desejada
por Deus…quem sabe?
Uma imagem simples
mas com sentimentos
profundos que nos transporta de imediato para passagens bíblicas, onde quase
que podemos sentir, ver e viver que toda a multidão ia ao seu encontro, e
Ele ensinava-os[1] e
maravilhavam-se com o seu ensinamento[2]. Por algum tempo nós fomos essa
multidão que foi ao Seu encontro e tudo o que Ele nos dizia maravilhava-nos.
A imagem também nos mostra alguns dos irmãos, ouvindo-O através das
palavras do nosso irmão Padre Dinis, destacando-se o irmão David Fagundes que apenas
saiu na VIII Romaria, já que o Pai deve ter achado que ele fazia mais falta lá
do que aqui. Um irmão simples, modesto e humilde. Quando falava sabia o que
dizia e sentia aquilo que falava. Recordo-me que no encontro de conclusão da
romaria ele ter partilhado com os restantes irmãos ali presentes que as datas
da romaria tinham sido propositadas para ele. O dia 13, data do fim da romaria fazia-lhe recordar o dia 13 de janeiro de 2012, data em que a
sua mãe tinha partido para o Pai. Quanto ao dia 9 foi com ele o seu
significado, já que nenhum dos irmãos se recorda do seu propósito. Como
Mariano que ele foi (e lá deve sê-lo seguramente) esta data também encaminhava-o
para o dia 13 de maio na Cova da
Iria e Sua e nossa mãe Maria Santíssima. Também me recordo do tema, único é
certo mas marcante que ele apresentou ao rancho no mês de outubro de 2014 “Por Maria
até Deus”, baseado na sua e nossa paixão pela Mãe do Senhor e pelo que S. Luís
de Monfort escreveu no “Tratado da Verdadeira
Devoção à Santíssima Virgem”. Valeu a pena aquele único momento e aquele título
que deu ao tema, já que “Por Maria
até Deus”, passou a ser a designação dada ao tempo de silêncio e
meditação que temos no 4º dia no local mais conhecido por Santinha do Mato.
Nesta romaria nada de especial ou extraordinário aconteceu, no entanto, entre aqueles que saíram e partilharam com ele a passada romaria, sentiram a sua presença de uma forma inexplicável. Inexplicável no vento forte que por breves segundos se sentiu num determinado local, estando o tempo calmo e solarengo até então, na pomba que sobrevoou o rancho há entrada de uma igreja ou na irmã que connosco orava nessa mesma igreja e que após ter mencionado o seu nome em surdina a um irmão cá atrás, o orador mais há frente pediu uma oração por ele. Inexplicável para nós pecadores, mas para o Altíssimo tudo tem uma explicação.
Paulo
Roldão
(um
irmão romeiro, como os demais)
quinta-feira, 9 de abril de 2015
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