quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
“Para que o Menino nos encontre olhando para Ele”, deve ser a atitude do romeiro
"No seguimento de um outro artigo de opinião aqui publicado, a última frase transcrita em rodapé da autoria de um monge Cartuxo “Procuremos todos rezar mais durante o Advento, para que o Menino nos encontre olhando para Ele”, tocou nas profundezas da minha alma, qual gota de água que cai de uma folha por cima de uma ribeira, e ao tocar na sua origem expande até ao infinito visível e invisível.
Tocou assim tanto, tendo em conta a fotografia acima inserida (utilizada em outro artigo), já que a mesma, por mera coincidência (ou talvez não) espelha a citada frase de maneira inequívoca.
Tocou-me e poderá também tocar outros irmãos romeiros (e não só) uma vez que, como romeiro assumido, por vezes ajo como se só existisse a Quaresma (ainda que seja um tempo próprio para a penitência e oração) isto é, como se o mais importante do ser Cristão/romeiro fosse a paixão, morte e ressurreição de Cristo, “esquecendo” assim o Seu nascimento e vida. Afinal de contas, o essencial de um Cristão está na forma do seu nascimento e nos ensinamentos que nos transmitiu durante a sua vida, principalmente nos últimos 3 anos. No entanto, não deixa de ser verdade que a Sua paixão, morte e ressurreição nos deverá relembrar que após esta vida, teremos uma outra, só que está será eterna e cheia de graça.
Realmente Deus podia ter escolhido outra forma para o Seu filho vir até nós e dar-se a conhecer a todos os homens, do género “popa e circunstância” mas não. Deus, ao contrário do habitual pensamento humano, “desceu da sua grandiosidade” e encarnou no seio da virgem Maria como uma criança frágil e indefesa. Como se isso não fosse, já por si, o bastante, isto é, reduzir-Se a um mero átomo, nasceu numa família humilde, com poucos recursos e no meio do nada aparente. Teve tudo o que era preciso mas, para os padrões desse tempo nada teve, materialmente falando. Sem dúvida alguma teve uma das maiores graças que se pode desejar ter, o Amor incondicional da sua mãe e de José. Teve ainda, para além dos reis magos, a presença, o carinho e o afecto dos pastores que por ali andavam com os seus rebanhos, homens que naquele tempo não eram tidos nem achados, no entanto foram estes mesmos homens os primeiros a ouvirem a boa nova. Olhando para este nascimento, peculiar em todos os sentidos, devemos ver com outros olhos, com outra visão a Natividade do menino. Não só com mais oração sentida, mas também com mais meditação nas leituras próprias para a época.[1]
Quanto à sua vida muito haveria que dizer, mas para tal basta proceder à leitura do Novo Testamento, e quando refiro leitura, não será como quem lê um qualquer livro, mas sim uma leitura mais aprofundada, diria mais, uma leitura com os olhos da alma.
“ (…) para que o Menino nos encontre olhando para Ele”, segunda parte da frase citada no inicio, tão pequena e ao mesmo tempo de uma profundidade imensa já que, não basta rezar mais e melhor. Por vezes “encontrarmo-nos olhando para Ele” tem tanto ou mais valor do que uma oração porque, sermos nós mesmos verdadeiramente ao pé D`Ele, despojados de todas as nossas defesas, é um acto de amor e humildade, e nem sempre temos a coragem de O olharmos assim, olhos nos Olhos.
Finalizando, como Cristão/romeiro, a Quaresma tem a sua importância, no entanto, tratando-se do “fim” terreno de Nosso Senhor Jesus Cristo, não devo pôr só os olhos nesse “fim” quando, para perceber a abrangência (humanamente possível) dos actos de Deus, devo também olhar para o seu “inicio”, local onde tudo realmente começou.
Procuremos então rezar mais neste advento."
Tocou assim tanto, tendo em conta a fotografia acima inserida (utilizada em outro artigo), já que a mesma, por mera coincidência (ou talvez não) espelha a citada frase de maneira inequívoca.
Tocou-me e poderá também tocar outros irmãos romeiros (e não só) uma vez que, como romeiro assumido, por vezes ajo como se só existisse a Quaresma (ainda que seja um tempo próprio para a penitência e oração) isto é, como se o mais importante do ser Cristão/romeiro fosse a paixão, morte e ressurreição de Cristo, “esquecendo” assim o Seu nascimento e vida. Afinal de contas, o essencial de um Cristão está na forma do seu nascimento e nos ensinamentos que nos transmitiu durante a sua vida, principalmente nos últimos 3 anos. No entanto, não deixa de ser verdade que a Sua paixão, morte e ressurreição nos deverá relembrar que após esta vida, teremos uma outra, só que está será eterna e cheia de graça.
Realmente Deus podia ter escolhido outra forma para o Seu filho vir até nós e dar-se a conhecer a todos os homens, do género “popa e circunstância” mas não. Deus, ao contrário do habitual pensamento humano, “desceu da sua grandiosidade” e encarnou no seio da virgem Maria como uma criança frágil e indefesa. Como se isso não fosse, já por si, o bastante, isto é, reduzir-Se a um mero átomo, nasceu numa família humilde, com poucos recursos e no meio do nada aparente. Teve tudo o que era preciso mas, para os padrões desse tempo nada teve, materialmente falando. Sem dúvida alguma teve uma das maiores graças que se pode desejar ter, o Amor incondicional da sua mãe e de José. Teve ainda, para além dos reis magos, a presença, o carinho e o afecto dos pastores que por ali andavam com os seus rebanhos, homens que naquele tempo não eram tidos nem achados, no entanto foram estes mesmos homens os primeiros a ouvirem a boa nova. Olhando para este nascimento, peculiar em todos os sentidos, devemos ver com outros olhos, com outra visão a Natividade do menino. Não só com mais oração sentida, mas também com mais meditação nas leituras próprias para a época.[1]
Quanto à sua vida muito haveria que dizer, mas para tal basta proceder à leitura do Novo Testamento, e quando refiro leitura, não será como quem lê um qualquer livro, mas sim uma leitura mais aprofundada, diria mais, uma leitura com os olhos da alma.
“ (…) para que o Menino nos encontre olhando para Ele”, segunda parte da frase citada no inicio, tão pequena e ao mesmo tempo de uma profundidade imensa já que, não basta rezar mais e melhor. Por vezes “encontrarmo-nos olhando para Ele” tem tanto ou mais valor do que uma oração porque, sermos nós mesmos verdadeiramente ao pé D`Ele, despojados de todas as nossas defesas, é um acto de amor e humildade, e nem sempre temos a coragem de O olharmos assim, olhos nos Olhos.
Finalizando, como Cristão/romeiro, a Quaresma tem a sua importância, no entanto, tratando-se do “fim” terreno de Nosso Senhor Jesus Cristo, não devo pôr só os olhos nesse “fim” quando, para perceber a abrangência (humanamente possível) dos actos de Deus, devo também olhar para o seu “inicio”, local onde tudo realmente começou.
Procuremos então rezar mais neste advento."
[1] Um documento alusivo que pode ser lido ou baixado em http://www.scribd.com/doc/44007680/Advento-2010-Final-c"
Artigo publicado no Jornal "A União" do passado Sábado.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Avé
"No dia 8 de Dezembro de 2010, uma testemunha de Deus apresentou-se na tua cidade, a uma pessoa com família e amigos, conhecedora da história dos seus antepassados; a pessoa tinha o teu nome.
Ao entrar na casa dessa pessoa, a testemunha de Deus disse - lhe: «Salve, o Senhor esteja contigo». Ao ouvir estas palavras, a pessoa perturbou-se e perguntou-se sobre o que significava tal saudação.
Disse-lhe a testemunha: «Não temas, pois achaste graça diante de Deus. Hás-de entender, amar e criar em nome de Jesus. E o que entenderes, amares e criares será grande porque é obra do Altíssimo. O Senhor Deus integrará o que entenderes, amares e criares no Seu Reino, que não terá fim.»
E a pessoa perguntou à testemunha de Deus: «Como será isso, se eu não tenho capacidade?» A testemunha respondeu-lhe: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo estenderá sobre ti a sua sombra. Por isso, o que vai ser entendido, amado e criado será obra de Deus. Também os teus parentes e amigos entenderam, amaram e criaram embora muitos os achassem incapazes, porque nada é impossível a Deus.»
E a pessoa pode dizer, ou não, todos os dias: «Eis-me aqui Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.» E a testemunha de Deus retirou-se de junto da pessoa. "
Ao entrar na casa dessa pessoa, a testemunha de Deus disse - lhe: «Salve, o Senhor esteja contigo». Ao ouvir estas palavras, a pessoa perturbou-se e perguntou-se sobre o que significava tal saudação.
Disse-lhe a testemunha: «Não temas, pois achaste graça diante de Deus. Hás-de entender, amar e criar em nome de Jesus. E o que entenderes, amares e criares será grande porque é obra do Altíssimo. O Senhor Deus integrará o que entenderes, amares e criares no Seu Reino, que não terá fim.»
E a pessoa perguntou à testemunha de Deus: «Como será isso, se eu não tenho capacidade?» A testemunha respondeu-lhe: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo estenderá sobre ti a sua sombra. Por isso, o que vai ser entendido, amado e criado será obra de Deus. Também os teus parentes e amigos entenderam, amaram e criaram embora muitos os achassem incapazes, porque nada é impossível a Deus.»
E a pessoa pode dizer, ou não, todos os dias: «Eis-me aqui Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.» E a testemunha de Deus retirou-se de junto da pessoa. "
Artigo da autoria do irmão Tomaz Dentinho publicado hoje no Jornal "A União"
domingo, 21 de novembro de 2010
Novena no Santuário de Nossa Senhora da Conceição/Reunião de Romeiros
Informam-se todos os irmãos que a próxima reunião será na 6ª feira dia 26 pelas 20:00.
Como Romeiros do Santuário de Nossa Senhora da Conceição e para além das reuniões preparatórias da romaria propriamente dita, temos o dever de, perante a Virgem Santíssima, nossa Padroeira, prestar-lhe condignamente a afeição que por Ela temos.
Assim sendo, devemos aceitar o humilde pedido da Nossa Senhora da Conceição, através das palavras do Padre Dolores, de estarmos presentes e marcamos presença, não só na Vigília na 1ª hora do dia 8/12, como também durante a Novena, que irá decorrer de 29/11 a 7/12.
- Como irá então ser isso? - Poderão perguntar aqueles irmãos que não puderam estar na última reunião por razões legítimas?
Para nós Rancho de Romeiros, Ela pretende que estejamos durante esta novena, no mínimo 14 elementos por dia, com o xaile, lenço e terços, pelas 19:15.
Sabendo que muitos de nós, por razões de força maior, não poderemos estar presentes todos os dias, e para aqueles que pelas mesmas razões não possam comparecer na próxima reunião, sugere-se que entrem em contacto com o Irmão Mestre ou o Padre Dolores, para confirmarem o dia ou dias que tenham disponibilidade, no intuito de estarem presentes todos os dias o mínimo solicitado pela nossa Mãe, e não por exemplo “hoje” 25 e “amanhã” apenas 7.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Reunião de Romeiros
terça-feira, 19 de outubro de 2010
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Aos Romeiros
À humildade do Romeiro
(a transposição do simbolismo do traje)
Ò romeiro
Que em silêncio segues
Jesus o Cristo
Ao triunfante momento
Transportando no terço
Orações pedidas
Tu que O segues
Sem questionar
As incertezas do Homem
Levas nos ombros chagados
E ensanguentados
A coroa de espinhos
Nas costas verdascadas
Pelos homens de Pilatos
A túnica insuportável
Do Filho de Deus
Torna-se (como por milagre)
Abrigo e aconchego
Na mão de dentro
Seguras o ceptro do Senhor
De um reino que não é deste mundo
Defendendo a Sagrada Família
Com a alma exacerbada
De devoção
Qual Simão (o Cirineu)
Carregas a Cruz (in) suportável
Do peso dos pecados mundanos
Tendo a certeza inabalável
Que Essa Cruz
É instrumento de redenção
Ò romeiro
Como desejo
Ter essa fé firme (qual rocha)
E esse olhar flamejante
Quando na cantaria fria e despida
Te prostras de vontade e oras
Ò romeiro
Como anseio ser como tu
E segui-lO assim
Toscamente mas sem hesitar
E se em romaria
For chamado (qual bênção)
Partir com a convicção
Que no colo da Virgem Maria
Irei repousar eternamente
(a transposição do simbolismo do traje)
Ò romeiro
Que em silêncio segues
Jesus o Cristo
Ao triunfante momento
Transportando no terço
Orações pedidas
Tu que O segues
Sem questionar
As incertezas do Homem
Levas nos ombros chagados
E ensanguentados
A coroa de espinhos
Nas costas verdascadas
Pelos homens de Pilatos
A túnica insuportável
Do Filho de Deus
Torna-se (como por milagre)
Abrigo e aconchego
Na mão de dentro
Seguras o ceptro do Senhor
De um reino que não é deste mundo
Defendendo a Sagrada Família
Com a alma exacerbada
De devoção
Qual Simão (o Cirineu)
Carregas a Cruz (in) suportável
Do peso dos pecados mundanos
Tendo a certeza inabalável
Que Essa Cruz
É instrumento de redenção
Ò romeiro
Como desejo
Ter essa fé firme (qual rocha)
E esse olhar flamejante
Quando na cantaria fria e despida
Te prostras de vontade e oras
Ò romeiro
Como anseio ser como tu
E segui-lO assim
Toscamente mas sem hesitar
E se em romaria
For chamado (qual bênção)
Partir com a convicção
Que no colo da Virgem Maria
Irei repousar eternamente
Paulo Roldão
Um irmão romeiro como os demais
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