domingo, 7 de março de 2021

5º DIA DE ROMARIA – VISÃO DE UM IRMÃO DE ALA – TERCEIRO TERÇO

 

Irmãos, estamos já a chegar ao fim, e até parece que ontem é que começámos. A Romaria segue com a entrada no seminário (Nossa Senhora da Natividade) onde nos esperam as nossas famílias. Depois de um belo convívio com estes, seguiremos para a Igreja do Colégio para visitar a Nossa Senhora do Carmo e Ermida da Nossa Senhora da Saúde (Praça Velha).

Irmãos, aí está a derradeira visita da nossa Romaria, que foi o nosso ponto de partida, Igreja da Nossa Senhora da Conceição. A Igreja está linda, com a presença das nossas famílias e amigos para a missa de encerramento da nossa Romaria. Pois é, irmãos como tudo na vida, existe um princípio e um fim.

Depois da missa, temos alguns testemunhos dos irmãos novos e mesmo daqueles que já saem há alguns anos no nosso grupo. E, como não podia deixar de ser, o nosso Irmão Mestre vai dar como encerrada a nossa Romaria também dar o seu testemunho.

Agora vem o que nós não queremos, a despedida. Depois de cinco dias onde pairou a Fé, a união e a amizade, vamos ter de nos separar cada um para as suas casas. Irmãos, a Romaria não acabou, mas sim começa agora, nas nossas vidas onde vamos implementar algumas ideias do que aprendemos uns com os outros e nas nossas meditações.

Que Nossa Senhora dos Romeiros nos proteja a nós, nossas famílias e a todos em geral, da situação em que vivemos.

2ª meditação do dia



O Vídeo sendo grande, poderá ver no facebook do rancho na mesma hora, ou seja, precisamente agora.


5º DIA DE ROMARIA – VISÃO DE UM IRMÃO DE ALA – SEGUNDO TERÇO

 

Com o destino já traçado, seguimos até à Igreja do Porto Judeu (Santo António), com igual confiança iremos rezar à Nossa Senhora da Esperança e, sempre com o coração em Deus, seguiremos para a Feteira onde pelo meio voltou a tocar a campainha para uma pequena paragem para ganharmos forças para subir a ladeira que nos esperava antes de chegarmos à Nossa Senhora das Mercês onde iremos fazer nossa oração, não demorava muito e voltávamos a parar para uma refeição oferecida por irmãos nossos.

Depois de uma bela refeição entramos na igreja da feteira (Nossa Senhora da Consolação), onde nos esperavam os escuteiros que nos brindaram com uma bonita homenagem. Beato João Batista, na Ladeira Grande e São Pedro, na Ribeirinha são as nossas próximas paragens e já com o pensamento na nossa segunda meditação, paramos na linda Ermida de Santo Amaro.

1ª Meditação do dia

  Cântico de inicio

 Como sol que se levanta

Com o sol que se levanta, nossa voz, Senhor, se eleva, para que na vossa graça, amanheça novo dia.

Moderai a nossa língua, a mentira não nos manche, nem o erro, nem palavras, de ostentação e

discórdia.

Seja puro em nosso peito, o coração que nos destes, e jamais a nossa carne

Se torne escrava do mal.

E quando a tarde descer, e quando a noite

chegar, cantemos a vossa glória,

Esquecendo-nos do mundo.

Glória a Vós, ó Pai eterno, glória a Vós, Senhor Jesus, no Espírito divino,

Pelos séculos dos séculos


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5º DIA DE ROMARIA – VISÃO DE UM IRMÃO DE ALA – PRIMEIRO TERÇO

 

Seja sempre bendita louvada, a Sagrada Vida, Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.


Aqui estamos nós junto ao átrio da Igreja da Matriz de São Sebastião para darmos seguimento à nossa Romaria, aguardando pelas orientações do nosso Irmão Mestre.

Aí está, começamos o último dia da nossa Romaria, com a presença das pessoas que nos acolheram do ar da noite para nos dizerem o último adeus, caminhando até à Ermida de Sant’Ana, na Fonte, para a nossa primeira oração. Sem perder rumo, seguimos para a Ermida da Nossa Senhora da Graça (arrebalde). Sempre com o pensamento em Deus vamos até à Maria Vieira, onde no meio do percurso rezaremos uma Avé Maria a cada irmão pelas suas intenções, incluindo os sem bordão.

Continuando a nossa Romaria, soou a campainha para a primeira paragem no Farol das Contendas para a nossa primeira meditação, onde enche os nossos corações (basta olhar a luz do farol e imaginar que é a luz da vida). Depois caminharemos até à Salga onde nos é oferecido um belo pequeno-almoço, por um irmão nosso.

19. Terceiro domingo da Quaresma: Pela Paixão somos liberados do pecado


 III Domingo da Quaresma


«Amou-nos e nos lavou dos pecados no seu sangue» (Ap 1, 5)

A Paixão de Cristo é a causa própria da remissão dos pecados, por três

razões:

1. Primeiro, como causa que provoca caridade. Pois, no dizer do

Apóstolo, «Deus faz brilhar a sua caridade em nós, porque ainda quando

éramos pecadores, em seu tempo morreu Cristo por nós» (Rm 5, 8). Ora, pela

caridade conseguimos o perdão dos pecados, conforme o

Evangelho: «Perdoados lhe são seus muitos pecados, porque amou

muito.» (Lc 7, 47).

2. Segundo, a Paixão de Cristo causa a remissão dos pecados a modo de

redenção. Pois, sendo Cristo a nossa cabeça, pela Paixão que sofreu por

obediência e caridade, liberou-nos, como a seus membros, do pecado,

como pelo preço da sua Paixão; como no caso de alguém que, por uma

obra meritória manual, se resgatasse do pecado que com os pés tivesse

cometido. Assim como, pois, o corpo natural é uno, na diversidade dos seus

membros, assim a Igreja na sua totalidade, que é o corpo místico de Cristo, é

considerada quase uma mesma pessoa com a sua cabeça que é Cristo.

3. Terceiro, o modo de eficiência, enquanto a carne, na qual Cristo sofreu

a sua Paixão, é o instrumento da divindade; pelo qual os padecimentos e

as ações de Cristo agem com virtude divina, com o fim de delir o pecado.

Cristo, pela sua Paixão nos livrou dos pecados casualmente, i. é, por ter

instituído a causa da nossa liberação, em virtude da qual pudesse perdoar

num momento dado quaisquer pecados — passados, presentes ou futuros.

Tal o médico que preparasse um remédio capaz de curar quaisquer doenças,

mesmo futuras.

Mas, sendo a Paixão de Cristo a causa universal antecedente da remissão

dos pecados, é necessário aplicá-la a cada um a fim de delir os pecados

próprios. O que se dá pelo batismo, pela penitência e pelos outros

sacramentos, que tiram a sua virtude da Paixão de Cristo.

Pela fé também nos é aplicada a Paixão de Cristo, a fim de lhe colhermos

os frutos, segundo aquilo do Apóstolo: «Ao qual propôs Deus para ser vítima

de propiciação pela fé no seu sangue» (Rm 3, 25). Mas a fé, pela qual nos

purificamos do pecado, não é uma fé informe, que pode coexistir com o

pecado, mas a fé informada pela caridade. De modo que a Paixão de Cristo

nos é aplicada, não só quando ao intelecto, mas também quanto ao afeto. E

também deste modo os pecados são perdoados por virtude da Paixão de

Cristo.

III q. XLIX, a. I

(P. D. Mézard, O. P., Meditationes ex Operibus S. Thomae.)

sábado, 6 de março de 2021

Leituras para a Celebração Eucarisitica

 

Livro de Miqueias 7,14-15.18-20.


Apascentai o vosso povo com a vossa vara, o rebanho da vossa herança, que vive isolado na selva, no meio de uma terra frutífera, para que volte a apascentar-se em Basã e Galaad, como nos dias de outrora.

Mostrai-nos prodígios, como nos dias em que saístes da terra do Egito.

Qual é o deus semelhante a Vós que perdoa o pecado e absolve a culpa deste resto da vossa herança? Não guarda para sempre a sua ira, porque prefere a misericórdia.

Ele voltará a ter piedade de nós, pisará aos pés as nossas faltas, lançará para o fundo do mar todos os nossos pecados.

Mostrai a Jacob a vossa fidelidade e a Abraão a vossa misericórdia, como jurastes aos nossos pais, desde os tempos antigos.


Livro dos Salmos 103(102),1-2.3-4.9-10.11-12.


Bendiz, ó minha alma, o Senhor,

e todo o meu ser bendiga o seu nome santo.

Bendiz, ó minha alma, o Senhor

e não esqueças nenhum dos seus benefícios.


Ele perdoa todos os teus pecados

e cura as tuas enfermidades.

Salva da morte a tua vida

e coroa-te de graça e misericórdia.


Não está sempre a repreender,

nem guarda ressentimento.

Não nos tratou segundo os nossos pecados,

nem nos castigou segundo as nossas culpas.


Como a distância da Terra aos Céus,

assim é grande a sua misericórdia para os que O temem.

Como o Oriente dista do Ocidente,

assim Ele afasta de nós os nossos pecados.


Evangelho segundo São Lucas 15,1-3.11-32.


Naquele tempo, os publicanos e os pecadores aproximavam-se todos de Jesus, para O ouvirem.

Mas os fariseus e os escribas murmuravam entre si, dizendo: «Este homem acolhe os pecadores e come com eles».

Jesus disse-lhes então a seguinte parábola:

«Um homem tinha dois filhos.

O mais novo disse ao pai: "Pai, dá-me a parte da herança que me toca". O pai repartiu os bens pelos filhos.

Alguns dias depois, o filho mais novo, juntando todos os seus haveres, partiu para um país distante e por lá esbanjou quanto possuía, numa vida dissoluta.

Tendo gastado tudo, houve uma grande fome naquela região, e ele começou a passar privações.

Entrou então ao serviço de um dos habitantes daquela terra, que o mandou para os seus campos guardar porcos.

Bem desejava ele matar a fome com as alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava.

Então, caindo em si, disse: "Quantos trabalhadores de meu pai têm pão em abundância, e eu aqui a morrer de fome!

Vou-me embora, vou ter com meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra o Céu e contra ti.

Já não mereço ser chamado teu filho, mas trata-me como um dos teus trabalhadores".

Pôs-se a caminho e foi ter com o pai. Ainda ele estava longe, quando o pai o viu: enchendo-se de compaixão, correu a lançar-se-lhe ao pescoço, cobrindo-o de beijos.

Disse-lhe o filho: "Pai, pequei contra o Céu e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho".

Mas o pai disse aos servos: "Trazei depressa a melhor túnica e vesti-lha. Ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés.

Trazei o vitelo gordo e matai-o. Comamos e festejemos, porque este meu filho estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado". E começou a festa.

Ora o filho mais velho estava no campo. Quando regressou, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças.

Chamou um dos servos e perguntou-lhe o que era aquilo.

O servo respondeu-lhe: "O teu irmão voltou e teu pai mandou matar o vitelo gordo, porque ele chegou são e salvo".

Ele ficou ressentido e não queria entrar. Então o pai veio cá fora instar com ele.

Mas ele respondeu ao pai: "Há tantos anos que eu te sirvo, sem nunca transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito para fazer uma festa com os meus amigos.

E agora, quando chegou esse teu filho, que consumiu os teus bens com mulheres de má vida, mataste-lhe o vitelo gordo".

Disse-lhe o pai: "Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu.

Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado"».