quarta-feira, 27 de junho de 2018

Primeiro: não imitar os vermes

Primeiro: não imitar os vermes
Alguns têm uma língua incansável e têm muita habilidade para usar palavras rebuscadas e requintadas. Mas fariam melhor se se ocupassem do seu próprio modo de agir. Não fazem assim os sofistas?
No seu comportamento não há o mínimo espírito de fé. Interessam-se só com as dificuldades que podem evitar ou resolver. Procuram apenas impressionar os ignorantes, à procura de aplausos.
Atenção! Nem todos têm a capacidade de falar sobre Deus. Para o fazer é preciso pagar um preço muito alto, e, acima de tudo, deixar de imitar os vermes.
Nem todos podem falar sobre Deus, só aqueles que purificaram as suas almas e os seus corpos ou que, pelo menos, procuram purificar-se.

Gregório de Nazianzo, Oração 27, 1

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Tu estás para além de tudo aquilo que existe

Tu estás para além de tudo aquilo que existe

Tu, ó Deus, estás para além de tudo o que existe.
Não contêm já estas palavras
tudo o que se pode cantar de ti?
Que hino te poderá cantar os teus louvores?
E em que coisa se apoiará a mente porque tu ultrapassas qualquer possibilidade de compreensão?
Tu és inconhecível
mas tudo o que possamos pensar provém de ti.
Todos os seres te honorificam
os que pensam e os que estão privados de pensamento.
Tudo o que existe te louva
a ti todo o ser pensante eleva um hino de silêncio.
Quem tiver uma morada mora em ti.


Quem se mover move-se em ti.
Tu és o fim de tosos os seres.
Tu és tudo
e não és nada daquilo que são os outros seres.
Tu és o único
e és a totalidade dos seres.
Tu tens todos os nomes
mas é para mim impossível chamar-te
porque és o único ao qual não se pode dar um nome.
Tem piedade, ó Deus!
Tu estás para além de tudo aquilo que existe.
Não contêm já estas palavras
tudo o que se pode cantar de ti?

Gregório de Nazianzo, Poesias 1, 1, 29

segunda-feira, 11 de junho de 2018

"Reunião" do mês de junho




Com a humildade possível e a graça divina que no dia 10 de março findo inauguramos no Parque de merendas da freguesia da Vila de Porto Judeu a imagem dedicada à Nossa Senhora Mãe dos romeiros.

Com esta inauguração sentida por todos nós, ainda presente na memória dos membros da referida Junta de Freguesia, enviaram um convite para os irmãos do racho extensível aos respectivos familiares, para a inauguração formal do referido Parque, situado nas 4 Bicas (local onde passamos no fim do 4º dia da romaria), para o próximo domingo dia 17 do corrente mês, com missa campal pelas 11:00.

Tendo em conta que ainda não estava definida a última reunião, antes do período de férias, e talvez por obra e graça do Divino Espírito Santo, será uma forma de termina-lo de outra maneira, também ela digna de agradecimento e louvor a Deus Nosso Senhor.

Caso possas comparecer, bem como a tua família, agradeço a vossa presença pelas 10:45 e leva o lenço, terços e guião. Quanto ao guião, informo que não fomos convidados para ser "o grupo coral" da missa, no entanto, se por acaso for necessário algum apoio para cânticos, estaremos preparados.

terça-feira, 29 de maio de 2018

A tua veste será branca como a lã

A tua veste será branca como a lã
Disse Jesus: «Quando vier o Filho do Homem em sua glória, com todos os seus anjos, sentar-se-á sobre o seu trono glorioso. Diante dele serão reunidas todas as nações» (Mt 25, 31-32).
Ali estará todo o género humano. Imagina todos os que viveram ao longo dos séculos, desde Adão até hoje: uma multidão imensa. Além disso, estarão também todos os anjos.
É impossível não se encher de temor. Até prescindindo do suplício ao qual se pode estar condenado, atemoriza a ideia de que Deus nos julgue diante de tantas testemunhas.
«O Filho do homem separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos», continuou Jesus.
Como fará esta separação? Recorrerá a algum registo?
Não, julgará com base naquilo que vê. A lã caracteriza a ovelha, a pele encrespada contradistingue os cabritos.
Tu, se fores purificado dos teus pecados, vestirás uma veste de acordo com as tuas santas acções, e essa veste será branca como a lã.

Cirilo de Jerusalém, Décima quinta catequese aos iluminandos 15, 24 

segunda-feira, 28 de maio de 2018

quinta-feira, 24 de maio de 2018

As mil línguas da única Igreja

As mil línguas da única Igreja

Quando o Espírito Santo desceu do céu e encheu com a sua presença aqueles que tinham acreditado em Cristo, estes começaram a falar em todas as línguas. Naquele tempo, se alguém falava em todas as línguas, era sinal que tinha recebido o Espírito.
O que queria demonstrar o Espírito Santo com aquele prodígio? E porque não o cumpre também agora? Evidentemente, queria ensinar alguma coisa.
Queria ensinar que o Evangelho devia chegar a todas as línguas.
Por isso, eu ouso afirmar: também hoje a Igreja fala todas as línguas e em todas as línguas proclama o Evangelho.
A Igreja é como um corpo. Num corpo, o olho pode dizer: «O pé caminha por mim» e o pé pode dizer: «O olho vê por mim».
Assim, eu digo: o grego é a minha língua, o hebraico é a minha língua, o siríaco é a minha língua. Tantas línguas diferentes e uma única fé que as une a todas, um vínculo de amor que as unifica a todas.

Agostinho de Hipona, 
Sermão Denis 19