quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Um Santo Natal

Um Santo Natal e um ano de 2009 cheio de Paz, Esperança e Fé, são os votos do Rancho de Romeiros da Ilha Terceira.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

VIAGEM PEREGRINA A COMPOSTELA - Quatro terceirenses em busca do "caminho interior"

A missão é só uma: seguir a pé o caminho francês para Santiago de Compostela. No entanto, as perspectivas da viagem peregrina alcançam a Finisterra.

Os quatro homens da ilha Terceira, habituados a essas “andanças”, deverão percorrer 25 a 30 quilómetros diários, entre oito a nove horas, durante os próximos 39 dias.
Na bagagem levam determinação, Fé e alguma nostalgia.
Partem amanhã da cidade de Saint Jean Pierd de Port, o ponto de partida do caminho francês, passando por Roncesvalles – a Rota de Napoleão – Pamplona, seguindo outras cidades e vilarejos. Depois de percorridos os 823 quilómetros até ao apóstolo Santiago de Compostela, os peregrinos terceirenses pretendem somar 130 quilómetros ao percurso para chegar a Finisterra, considerado o “fim da terra”, a noroeste da Europa. Uma viagem que apesar de incluir muita “reflexão” sobre a vida e a própria pessoa não se manifesta de forma monótona.
“No primeiro dia vamos subir uma altitude de mais ou menos 1700 ou 1800 metros, num total de 29 quilómetros, entre oito a dez horas”, adianta João Borges, um dos peregrinos.
No entanto, nem as longas distâncias nem as más condições climatéricas que naturalmente se fazem sentir poderão deter os viajantes da ideia traçada. “Quando partimos para uma peregrinação sentimos aquela necessidade de nos procurarmos a nós próprios, a nós próprios com Deus. Connosco levamos os nossos familiares, a saudade, a nostalgia…É um caminho solitário, muito interior”, explica, acrescentando que “cada um vai por si, no meu caso sem telemóvel e sem relógio”.
Todos os dias, à semelhança do que aconteceu o ano passado na viagem pelo caminho português, João Borges, Francisco Codorniz, Padre Dinis Silveira e António Morais fazem questão de assistir a uma missa, celebrada em diferentes Igrejas ou lugares. Um momento considerado “comovente” pela grandiosidade de todo o seu contexto.
Questionado sobre o que sente na ocasião em que avista o local de destino, o Pórtico da Glória da Catedral de Santiago de Compostela, João Borges revela que “cumpriu a sua missão”, mas, sobretudo, “gera-se o sentimento de perdão, por isso chamo o ‘Pórtico do Perdão’”. Ao chegar a casa, depois de a viagem, “a sensação agradável perdura, além de que estamos desprendidos das coisas materiais”, refere.
Pelo caminho, a pé, desde o raiar do Sol ao fim da tarde, os peregrinos costumam encontrar pessoas de várias nacionalidades, crenças e idades, muitos com o mesmo propósito.
“O caminho é feito para todos, não há discriminação. O necessário é ter determinação, ser organizados na preparação da viagem”, diz João Borges, referindo que, naquele caso, os quatro peregrinos combinaram a viagem pelo caminho francês há um ano.
De acordo com João Borges, não há conhecimento de outros peregrinos dos Açores naquela viagem a Santiago de Compostela, ainda que, por hábito, encontrem sempre algum açoriano pelas mesmas “andanças”.
No que se refere à altura do ano mais indicada para realizar a peregrinação, o viajante indica a Primavera ou o princípio do Outono, por considerar “mais calmo e menos calor”, devendo-se, por isso, evitar o mês de Agosto devido às altas temperaturas.
As refeições são “ligeiras”, confeccionadas, algumas delas, nas cozinhas dos albergues dos peregrinos, localizados ao longo de todo o caminho sagrado. Quando não pernoitam naqueles espaços, servem-se das portas das Igrejas, ao relento.
O regresso da viagem dos quatro terceirenses está marcado para 10 de Novembro. Uma aventura carregada de história e de estórias que cada peregrino haverá de querer contar.

20 mil peregrinos

De acordo com dados históricos, existem em média 20 mil peregrinos, por ano, em viagem pelo norte de Espanha nas três maneiras consideradas como formas autênticas de peregrinação: a pé, de bicicleta ou a cavalo.
O Caminho para Santiago de Compostela foi declarado, em 1993, Património da Humanidade pela UNESCO.
Existem várias versões sobre Santiago de Compostela. Uma delas, a mais conhecida, refere que Tiago, irmão de João, morreu à espada em Jerusalém, na perseguição desencadeada contra os chefes da igreja por Herodes Agripa. O seu martírio ocorreu no ano 42 d.C. Posteriormente, no século. IX, o bispo Teodomiro de Iria descobriu milagrosamente o corpo do apóstolo e o rei Afonso II, O Casto, edificou uma igreja e um mosteiro sobre o sepulcro do santo.

Sónia Bettencourt

(artigo retirado do Jornal "A União")

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Recomeço de mais um ano


Ontem recomeçaram as reuniões de romeiros após o “intervalo de Verão”. Dois novos irmãos compareceram à chamada, para já.
Falou-se de muitas coisas, do que se pensa fazer na próxima saída, dos pequenos impossíveis que foram acontecendo, dos testemunhos de cada um, das coisas menos boas que aconteceram na última saída, do que é ser romeiro e como transmitir isso a eventuais novos irmãos que queiram acompanhar-nos no próximo ano.
É obvio que existem mil e uma maneiras de se explicar este “fenómeno” esta irmandade e quais os seus reais objectivos mas, a vivência de cada um, aquilo que espiritualmente cada irmão ganha, isso, só vivendo e, não existem palavras para descreverem.
Apela-se aqui, para que todos os jovens cristãos que nos queiram acompanhar, podem (e devem) comparecer às reuniões para se inteirarem de tudo. A próxima está marcada para o dia 22 de Outubro pelas 20:00 na Rua do Cruzeiro (edifício da catequese), freguesia da Conceição.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

...

Pensamento enviado por mail de um irmão:

"Sinto falta da paz que nos inunda a Romaria mas, não podemos passar o tempo toda no cimo da montanha."

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

A Fé


"Não é necessário vê-La, basta apenas e tão só, senti-La ao nosso lado." - Pensamento de um irmão romeiro.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

SER ROMEIRO É UMA DECISÃO DIÁRIA


E aqui fica um texto escrito pelo Irmão Jota, cheio de muito para dar.

"O amor de Deus quis, desde sempre o ser e a vida de cada um de nós. E usando de um respeito notável pelas suas criaturas humanas, deu-nos aquilo que tantos de nós prezamos e de que tanto fazemos questão: a liberdade de escolhermos e trilharmos os caminhos que desejamos – ou que se nos afiguram mais apropriados à prossecução dos nossos objectivos.

Mas com que atitude o fazemos?
Que espírito nos anima?
Como vamos?
Como caminhamos?

Como peregrinos não partimos “à toa”, temos propósitos e metas, que nos esforçamos por atingir. O que procuramos – para onde queremos ir – é sempre de uma forma ou de outra, o que imaginamos.

Como peregrinos, em todo o caso, experimentamos as dificuldades do percurso que livremente escolhemos e estamos sujeitos às dores e sofrimentos que ele proporciona. Por vezes, apetece-nos desistir, ficar por ali, interrogando-nos sobre se vale a pena continuar.

Mas, como peregrinos, não caminhamos sozinhos, sabemos com quem vamos, com os nossos próximos mais próximos e com muitos outros que se cruzam connosco pelo caminho.

Todos eles nos põem à prova com as suas diferentes maneiras de ser, com os seus diversos pontos de vista, com as suas vontades contraditórias e outras inesperadas exigências.

Como peregrinos carregamos a cevadeira com o essencial do que pensamos vir a precisar, algumas são demasiado pesadas que nos abatem por vezes o ânimo e nos atrasam o passo, por vezes é preciso aliviar o supérfluo para não se tornar demasiado penoso, como acontece muitas vezes nas nossas vidas em que perante a encruzilhada há que fazer opções.

Peregrinar bem não é fácil…é preciso largar a rotina habitual, partir com alegria, ser perseverante e levar o essencial

Na nossa caminhada percorremos os caminhos lado a lado com JESUS CRISTO, vivemos a Sua presença estamos aptos a sermos melhores porque todos estão com os olhos em nós, não podemos defraudar essas expectativas apesar das nossas fraquezas e limitações.

Só os que foram amados amam, só os que viveram a felicidade podem tornar os outros felizes. Os que não conseguiram ainda atingir estes patamares de vida com DEUS tem mais uma oportunidade para a próxima romaria de 2009, os que já se sentem realizados terminam o seu caminho aqui, que é o meu caso."

domingo, 22 de junho de 2008

O fim de mais uma caminhada ou o principio da Vida

E depois de 5 dias onde a clausura das orações nos transmitiu toda a liberdade que existe em Cristo, onde existiram algumas lagrimas sentidas, nada como um sorriso para a Mãe que nos acompanhou.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Procissão da Senhora do Rosário



A Mensagem de Fátima pediu a nossa colaboração para o próximo dia 12 levarmos o andor na procissão de Nossa Senhora. Tendo em conta que todos os anos, esta precedência é dada a cada um dos vários movimentos da ilha e este ano calhou-nos a nós.


Assim, solicita-se a presença de todos os elementos para, não só haver suficientes para o andor, como engrandecer a procissão dedicada à Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Instituição no Ministério de Acólito

No próximo Domingo dia 20, será a instituição no Ministério de Acólito, último Ministério, rumo ao sacerdócio Ministerial do irmão André Resendes.
Será ás 11:00h na Sé Catedral de Angra, celebração da Missa, presidida por D.António.
Serão instituídos, para além dele, mais 5 seminaristas.
Os irmãos que quiserem e possam acompanhá-lo, deverão ir de lenço e terço (pedido do mesmo).

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Reunião

Ontem mais uma vez tivemos a nossa reunião mensal. Desta vez, para além da presença do Padre Dolores (presença sempre assidua) e do "nosso" seminarista, tivemos também a presença do contra-mestre Padre Dinis Silveira.
Entre outras coisas falou-nos sobre esta época que estamos a atravessar, a época pascal.
Depois de 40 dias da quaresma, estamos a viver os 50 dias do período pascal onde, devemos alegrar-nos, já que Nosso Senhor Jesus Cristo ressuscitou. Período onde devemos alimentar-nos do leite e do mel, qual paraiso aqui ao nosso lado.
Depois da romaria de 5 dias, devemos viver o 6º nos restantes dias do ano, em comunhão com Cristo e sua Mãe Maria Santíssima. Devemos, não só marcar presença nas missas dominicais, como principalmente, vivê-las com fé e oração.
Mais haveria que dizer sobre o belissimo "sermão" mas, tal como muitas outras coisas, só vivendo e ouvindo-o é que se percebe e se sente.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

O ROMEIRO HOMEM PENITENTE ()O ROMEIRO HOMEM RESSUSCITADO


TEMA 1
(Elaborado pelo irmão seminarista André Resendes)

"A caminhada do romeiro, centra-se fundamentalmente numa atitude de encontro consigo mesmo e com Deus, depois de descoberta a sua condição de pecador;

A Romaria apresenta-se desta forma, como um dos muitos modos de reconciliação com Deus, dos actos menos bons que cometemos, contra o amor de Deus, e á sua imagem em cada um dos irmãos;

Cada Romaria é diferente todos os anos, porque em cada uma delas, o romeiro pode ser o mesmo, mas as suas disposições interiores – espirituais – não o são por certo! Sendo assim, a experiência de romaria é sempre nova, inquietante, mas consoladora e gratificante;

No caminho interior pelos “lugarejos” mais profundos do coração, encontramos e procuramos perceber cada gesto concretizado, e melhorá-lo – toda esta caminhada é visualizada pela romagem exterior, passando sempre por Igrejas, capelas e ermidas, que devem simbolizar a nossa procura constante em saciarmo-nos do Eterno;

Como qualquer outra experiência, esta em concreto com o Divino, pode ser humana e espiritualmente “desconfortante” isso porque muitas vezes encontramos pedaços de nós mesmos que não queríamos encontrar; gestos realizados que queremos modificar, acrescidos do cansaço físico e mental, etc…;

Este é o verdadeiro (ou aquela meta) de cada Romaria anual que realizamos, e que culmina com todo o seu sentido em Jesus-Eucaristia;

Importa perceber a figura desse Jesus: o que Ele significa – para os dias de hoje - na minha vida? ( lemos Spe Salvi, 31/32).

Estamos em marcha para a Páscoa! Como nos preparamos?! Como está o nosso coração?!

CONTEXTUALIZAÇÃO DA PÁSCOA (enquanto festa) :

a) festa (saída do Egipto – terra de escravidão – para a terra da promessa (A.T.) ; passagem da morte á vida – do pecado á vida da graça em Jesus Cristo, N.T.);
b) memória actualizadora do passado e projectiva do futuro;
c) tempo novo para tudo (para renovar; recriar, reconciliar, amar, perdoar…etc);

SENTIDO DA PÁSCOA (enquanto história) :

a) Egipto → Israel ;
b) Belém → Jerusalém;
c) Morte → Vida;
d) Jerusalém → Emaús;

PORQUÊ A PÁSCOA TODOS OS ANOS?:

A) Celebramos a HISTÓRIA (actualizamo-la em cada Domingo; em cada Páscoa semanal);
B) “ a ALEGRIA (de termos um “Deus connosco”, que nos ama apesar de tudo;
C) “ a VIDA ( que perdemos com o pecado, e restituímos com o Baptismo e os Sacramentos);
D) “ o CONVÍVIO COMUNITÁRIO (somos um povo, não uma massa anónima e individualista – Ex: Tomé e os 12, na Aparição do Ressuscitado);
E) “ a GENEROSIDADE (de Jesus em nos ter amado até ao fim, sem reservas, e sem nos pedir nada em troca);
F) “ a LIBERDADE (dos filhos de Deus, das criaturas ressuscitadas e redimidas);
G) “ a GRATUIDADE (Deus amou-nos sem medida e sem preço);
H) “ o COMPROMISSO (celebramos e recebemos de Deus para levar aos outros);

MEDITAÇÃO ATRAVÉS DA ESCRITURA SAGRADA

LUCAS 13, 35 – Explicação

Reflexão:
Nesta passagem encontramos os seguintes momentos de encontro com Jesus:
a) na VIDA = Jesus aproxima-se deles, faz caminhos com eles , compreende-os e compadece- -se;
b) nas ESCRITURAS = Explica-lhes o sentido de todas as Escrituras e fá-los encontrar o seu sentido para a vida;
c) na EUCARISTIA = Jesus revela-se no partir do pão – sentido comunitário; “fracção do pão”, como gesto para reconhecer a presença do Ressuscitado;
d) na COMUNIDADE = Todos têm nela o seu lugar;
Na partilha de experiências;


Discípulos de Emaús são imagem dos peregrinos, que não se devem fechar aos seus projectos e dificuldades. Procurarmos sempre um sentido."


Meditemos sobre este tema com o coração aberto para Deus e lá no fundo tentemos perceber a nova "vocação" de Romeiros, não só nos dias da quaresma, mas principalmente nos restantes dias do ano.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Votos de Santa Páscoa

Romeiros de Nossa Senhora da Conceição
“Peregrinos do Infinito"

Desejam a todos os votos de uma Santa Páscoa.

Cerimónia do lava-pés


Logo mais pelas 20:00 irá decorrer a cerimónia do lava-pés na Sé de Angra. Este ano o Bispo dos Açores convidou-nos a estarmos presentes e doze dos irmãos irão fazer parte dessa cerimónia, qual graça divina. No entanto, é uma responsabilidade acrescida já que, para além do Bispo com este gesto assumir que todos os Romeiros têm um papel importante na Igreja (ao contrário dos que pensam que os Romeiros são apenas um “bando” de homens caminhando pela Ilha), também nós (romeiros de todas as ilhas e da diáspora) somos convidados a pautar as nossas vidas em comunhão com Cristo, não só nos dias de romaria mas, principalmente durante o resto do “ano quaresmal”.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Pedras vivas

Foto cedida por Luis Brum
Uma igreja sem tecto e sem janelas não deixa de ser uma igreja aliás, Nós somos as pedras vivas da Igreja, mesmo que a mesma, esteja sem tecto e sem janelas.
"Onde estiverem dois ou mais em Meu nome, Eu estarei no meio deles"

quinta-feira, 6 de março de 2008

Caminho de Santiago

Retirado do Google com o apoio do sitio do Caminho de Santiago, aqui fica o percurso de quem fez, faz e fará o Caminho, começando em França. Aqui fica o convite a todos os que o queiram fazer.

Afinal o que são 33 dias na companhia de Deus e as suas obras, comparados com o resto das nossas vidas?

Igreja do "Corpo Santo"

Autoria de Luis Nunes

Mais um pequeno filme que nos foi cedido pelo Luis Nunes, realizado na Igreja do "Corpo Santo" durante a nossa romaria deste ano. Pequeno por certo mas, cheio de tantas alegrias impossiveis de passar a escrito, só vivendo...apenas isso.

terça-feira, 4 de março de 2008

Caminhar com Eles

(foto de Luis Nunes)

Artigo Publicado na Segunda-Feira, dia 03 de Março de 2008, por Tomaz Dentinho no Jornal "A União"

Terminou a semana passada a romaria de Nossa Senhora da Conceição da Ilha Terceira. Antes conversámos sobre a importância de gerar contudo para uma forma magnífica de rezar que tínhamos importado de São Miguel, retomado das antigas romarias da Terceira e adaptado aos primeiros anos do século XXI. E esse conteúdo foi conseguido se atendermos aos testemunhos que fomos escutando de dentro e de fora. De dentro ouvimos falar muito de uma nova perspectiva de olhar a vida, e da descoberta e redenção de atavismos limitadores de cada um de nós.
De fora disseram-nos que se comoviam com a humildade e alegria dos romeiros que caminhavam, pediram-nos para rezarmos por este e por aquele e, numa manifestação de espantosa dádiva, ofereceram-nos comida e dormida. Foi um pouco por todo o caminho mas não é demais realçar o papel fantástico da Cruz Vermelha, que transportou colchões e sacos de um sítio para o outro; da hospitalidade magnífica das instituições e famílias de Santa Bárbara, Agualva, Porto Martins e São Sebastião; do apoio dos fiéis e párocos que abriram as igrejas e capelas ao longo de todo percurso, mesmo quando isso acontecia às quatro e cinco da manhã; e do apoio das famílias que se transformaram perante o testemunho de mudança.
Para além de muitos outros, que paravam as carrinhas na estrada para nos darem apoio, podemos lembrar as irmãs do Pico da Urze, o Império de São Bartolomeu, os fiéis da Serreta, os bombeiros dos Altares, os residentes dos Biscoitos, os responsáveis pela Misericórdia da Praia, os agricultores da Achada, as comunidades da Feteira e de São Bento e várias empresas de restauração como um café no Posto Santo, a Quinta do Galo, o restaurante Papa Açorda, o restaurante a Africana e uma empresa de catering da Praia. Primeiro pensávamos que seriam refeições a mais mas também nos recordámos que foi em torno da mesa, e da cruz, que Nosso Senhor redimiu e redime o mundo.
Houve uma reunião na sexta-feira passada e outra haverá no próximo dia 12 de Março pelas vinte horas na Igreja da Conceição. Sexta-feira recordámos a incrível melhoria na organização da caminhada e, graças à dádiva de tantos, da alimentação e da estadia; a enorme vantagem de levarmos um padre connosco, o reforço da amizade entre todos, e a crescente novidade interior de cada romaria. Também se focaram pequenos aspectos de forma que poderiam melhorar, como a manutenção da intensidade do canto ao longo da romaria, a aprendizagem de orações cantadas, ou algum cuidado acrescido a quem pára à beira do caminho com muito cansaço em cima.
Mas o grande desafio é para o futuro. Por um lado, o desafio de cada um de nós de encontrar formas de oração e de caminhada que nos aproximem de Deus e dos outros. Falou-se numa maior presença dos romeiros nas manifestações e celebrações da Igreja; e pensámos, cada um de nós, nas formas como iríamos dar tempo a Deus na rotina de todos os dias. Por outro lado, o desafio que cabe ao próprio rancho de romeiros de ir preparando um salto quantitativo e qualitativo para as romarias do ano que vem. Várias questões se colocam: I) Como ir convidando e preparando outras pessoas ou ranchos que são chamadas a participar nas romarias mas que não se sentem à vontade para dar o primeiro passo?; II) Como alargar as romarias a São Jorge, ao Pico e mais longe no outro lado do mar, levando a todo o lado, esta magnífica forma de rezar e caminhar que os nossos irmãos de São Miguel souberam guardar durante séculos? III) Como integrar ainda mais o movimento dentro da Igreja para que a vantagem da Terceira de ter padres na romaria, possa dar frutos por aqui e por outras paragens?
Ao longo de cinco dias estranhámos o fenómeno que se passava em nós e em torno de nós. Mas íamos com Jesus, Maria e José e tudo parecia bem. É bom que continuemos a caminhar com Eles.

Mais perto de Deus

(foto e artigo da responsabilidade do Diário Insular, publicado na revista do passado fim de semana, o qual gentilmente nos foi cedido e autorizado a sua publicação aqui neste nosso espaço).

Romeiros

Caminhos de fé

Ao longo de cinco dias e pelo segundo ano consecutivo, os romeiros percorreram as estradas da Terceira, recuperando uma tradição que existiu na ilha até finais do século XIX. Ao todo, foram mais de 200 quilómetros de caminho e oração, pelas intenção dos irmãos e pela paz no mundo.

“O homem moderno tem necessidade de Deus e vai buscá-lo às religiões e às filosofias de vida. Na nossa terra, onde há uma grande tradição católica, procura-se estas manifestações de fé muito simples, como o rezar e o andar por intenções que nos pedem”, sublinha o Padre Dinis Silveira, contra-mestre do grupo de romeiros da ilha Terceira.

As vozes roucas cortam o silêncio da manhã, entoando em uníssono a “Ave-maria”. Caminhando e orando desde as 04h00 da madrugada desta quarta-feira de Fevereiro, os 34 irmãos chegam agora, volvida uma meia dúzia de horas, à Quinta do Galo, na freguesia da Terra Chã, em Angra do Heroísmo, onde lhes espera uma canja de galinha e uma broa de milho para afagar o estômago. Sobre os ombros, o xaile escuro, simbolizando o manto de Cristo, e o lenço colorido, representando a coroa de espinhos, protegem do frio. Às costas, a saca com o farnel é a cruz que cada um tem de carregar. Nas mãos, o bordão e o terço.
Organizado em fila dupla, o grupo de romeiros da Terceira transpõe os portões da propriedade e dirige-se à pequena e simples capela, pintada de branco. Nos rostos, serenidade, apesar do cansaço. Já no interior da ermida, rezam pelas intenções dos donos da casa, dos irmãos que foram encontrando pelo caminho e pela paz no mundo. Será assim nos 120 templos que visitarão ao longo dos cinco dias de peregrinação.
A tradição das romarias quaresmais - que existiu na ilha até finais do século XIX - foi retomada pelo segundo ano consecutivo. “A Terceira teve romarias e isso prova-se pelas casas de romeiros que ainda existem em freguesias como o Porto Judeu, Santa Bárbara e Serreta”, refere o Padre Dinis Silveira, contra-mestre do grupo, que tem a seu cargo, em conjunto com o mestre, toda a logística da peregrinação.
“Trata-se de uma tradição alicerçada na fé de um povo massacrado pelas intempéries e pelos vulcões e que regressa agora, na modalidade de São Miguel, com uma grande adesão”.
Um entusiasmo que, segundo o pároco, tem também uma justificação: “O homem moderno tem necessidade de Deus e vai buscá-lo às religiões e às filosofias de vida. Na nossa terra, onde há uma grande tradição católica, procura-se estas manifestações de fé muito simples, como o rezar e o andar por intenções que nos pedem”.
Pelas localidades que percorrem, os romeiros recebem pedidos de oração por um familiar doente, um amigo carenciado ou, simplesmente, pela paz da humanidade. “Já vem muita gente pedir intenções, formando-se uma corrente de oração muito grande”, sublinha o Padre Dinis Silveira, neste momento de pausa.
“A juventude também já vai aderindo, porque o mundo criou muita coisa, mas também gerou um vazio muito grande, que leva muita gente a procurar Deus”.
Os romeiros da Terceira acordam todos os dias pelas 03h00 e caminham até às 18h00, pernoitando depois em casas familiares ou em salões paroquiais. As refeições são oferecidas pela população ou compradas nas mercearias locais. Por onde passam, os peregrinos - todos homens, como dita a tradição - sentem “grande afecto e carinho das pessoas”, destaca o contra-mestre do grupo.
“Quase todas as refeições são oferecidas, assim como as dormidas nas freguesias, o que demonstra que isto veio para ficar. Hoje de manhã, por exemplo, vimos muita gente nas janelas, o que é sinal de alguma coisa…”

“Força interior”
Entre os 34 irmãos que percorrem as estradas terceirenses, seguem cinco vindos especialmente da Graciosa para o efeito e dois de São Miguel. Bruno Espínola, um jovem natural da ilha branca, teve conhecimento da iniciativa através de um grupo de paroquianos do Padre Dinis Silveira e decidiu pôr em prática a sua “relação com Cristo”.
“É um bom exercício de reflexão e de encontro com a fé, bem como uma forma de levarmos algumas tradições aqui da Terceira para a Graciosa”.
Para o irmão graciosense integrar esta romaria oferece, sobretudo, “uma grande paz”. “Cada um se encontra, individualmente, na esperança com Deus”.
A preparação para a longa caminhada é, essencialmente, “psicológica”, considera. “É algo que vem de dentro de nós. Logo que sentimos que é isto que queremos, conseguimos. É uma questão de força interior”.
Já António Furtado, oriundo da maior ilha açoriana, é um habitué nas romarias quaresmais de São Miguel. Este ano, no entanto, optou “por uma experiência nova e por conhecer uma romaria noutra terra”.
“É uma semana espiritual, que nos faz bem”, enfatiza.
Questionado sobre as eventuais semelhanças ou diferenças entre a tradição terceirense e a micaelense, garante que “é igual”.
“Apesar de lá ser quatro vezes maior, é a mesma coisa. Rezamos as mesmas orações e o terço…”
Para trás, ao longo destes cinco dias, ficam “a família, o trabalho e o stresse do dia-a-dia”, salienta.
“Carregamos novas pilhas, para começarmos de novo o ano mais purificados e com o espírito muito bom”, explica, concluindo, sem pestanejar: “Vale a pena”.
Depois da pausa para retemperar energias, os romeiros – dos 13 aos 56 anos de idade – põem-se novamente a caminho. Ao todo, percorrerão mais de 200 quilómetros, numa verdadeira jornada de fé."

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Mateus 18:1-5

Foto de Luis Nunes
"1 Naquela hora chegaram-se a Jesus os discípulos e perguntaram: Quem é o maior no reino dos céus?
2 Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles,
3 e disse: Em verdade vos digo que se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus.
4 Portanto, quem se tornar humilde como esta criança, esse é o maior no reino dos céus.
5 E qualquer que receber em meu nome uma criança tal como esta, a mim me recebe."

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Experiência de Deus

Foto de Luis Nunes

Como já alguém se pronunciou sobre o assunto, ”as romarias quaresmais, são uma experiência de Deus intensa”.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Reportagem da RTP-Açores

Foto de João Costa/Fotaçor

Aqui fica o link para a reportagem da RTP-Açores feita aos Romeiros.

Dias Grandes

Foto: João Costa/Fotaçor
Os dias de Romaria são grandes. Grandes em duração, desde as três da manhã às dez da noite; grandes também em tempo porque cada momento concentra memória interpretada do passado, a oportunidade sempre única do presente e a projecção expectante do futuro. É como se a escala do tempo tivesse profundidade e âmbito em cada instante concentrando ali todo o infinito. Na verdade, como nos sugere o Padre Dinis conseguimos caminhar para o infinito porque cada momento é potencialmente infinito.
O espantoso do mistério da criação do Homem é que esse “infinito instante” é concretizado em cada um dos nossos gestos, atitudes e palavras. Mas como é que podemos concentrar todo o infinito num só gesto, numa só atitude ou numa só palavra? Concentrar o Mundo num só grito, como nos diz Florbela Espanca na canção de Luís Represas? A poetisa sabe como é, e diz! “É amar-te assim perdidamente, é seres alma e sangue e vida em mim, e dizê-lo cantando a toda a gente!”
E se pusermos a devida maiúscula nesta maravilha começamos a compreender o drama feliz do mistério. “É amar-Te assim perdidamente, é seres alma e sangue e vida em mim, e dizê-lo cantando a toda a gente!”. E a maravilha é que a maiúscula pode ser minúscula porque no instante infinito do gesto de amor Deus é o outro.
Tudo isto parece bonito e poético quanto baste, mas como é que é possível concretizá-lo todos os dias. Ao longo de meia romaria fomos conversando com uns com os outros e percebendo melhor as ideias que nos são dadas de Graça.
Primeiro, ajuda muito rezar. O Padre Dinis disse-nos para orar dialogando com Deus para além de rezar dizendo Avé-Marias e Pai Nossos. Mas o silêncio do não discernimento imediato, a amargura da confusão distraída da nossa mente e a presença exigente da nossa liberdade fazem-nos fugir para a reza fácil e trauteada, ao som batucado dos passos e com o cenário holliwoodesco de uma paisagem bonita. E a verdade é que essa reza trauteada dá sinais de nos ir protegendo contra o que pensamos ser pecados mais graves ao mesmo tempo que nos abre janelas momentâneas de felicidade. E o mundo parece correr nesta rotina bem comportada e tendencialmente moralista do pedir sem escutar. Tudo parece direitinho assim, e até a criação sociológica do mundo, como o entendemos - com pais, irmãos, mulher, amigos e colegas, companheiros de equipa e compatriotas – parece ser conforme esta recomendação elementar da reza sem oração.
No entanto existem todos os outros. Aqueles que referenciamos com facilidade para exemplificar julgando os sinais da nossa moralidade limitada e julgadora. Pelo menos foi assim que, com o tempo de um burro, entendi o aviso que me deram dizendo que “as referências são tramadas” e que, perante a minha estupefacção defensiva, que “temos que aprender as lições da humildade”.
Tramado é o orgulho, percebi mais tarde; esse que, supostamente, nos dá a identidade que nos constitui e nos dá pertença, mas que efectivamente ofende e distancia os outros. Mas como é possível viver sem esse orgulho que julgamos constitutivo e essencial? Ou, dito de outra maneira, como é possível viver com humildade e, ao mesmo tempo, ... dizê-lo cantando a toda a gente?
Da conversa que tive com o Padre Dinis ao longo do caminho que vai de São Sebastião até à Barraca pareceu-se entender duas coisas. No mundo passam ambos pela relação com os outros. Por um lado na assunção da obediência, percebendo como as crianças o fazem que é essa obediência que nos aumenta a liberdade. Mas é difícil ser-se adulto e ao mesmo tempo criança e obediente. Por outro lado pelo entender daqueles que nos criticam e aparentemente não gostam de nós. Afinal de contas são os que são feridos e se sentem e reagem contra o nosso orgulho. Se entendermos isso e se perdoarmos, talvez consigamos ser mais humildes sem deixar de dizer cantando a toda a gente.
(artigo publicado no "A União" na Segunda-Feira, dia 25 de Fevereiro de 2008, por Tomaz Dentinho)

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

6º dia da Romaria

Depois destes 5 dias de romaria, hoje começa o 6ª dia, o 1º dos restantes dias deste "ano quaresmal". É a partir deste dia que o verdadeiro romeiro dá o seu testemunho, onde quer que vá, com quem quer que fale.

O video acima foi filmado no escuro da noite, como escuro está o coração de muitas pessoas que, por esta ou aquela razão, não o querem abrir para Cristo e sua Mãe Maria Santissima. Quem sabe, na oração ouvida não sintam, de novo, o Seu chamamento.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Apenas...

E em jeito de interregno durante os próximos 5 dias, aqui fica uma imagem, não para contemplar ou adorar (como é obvio) mas sim, para pensar...não na imagem mas sim n´Ele.

Entrada nas Igrejas


1. Dai-nos licença, Senhora , Rainha Imaculada,
Para que entremos agora, em vossa santa morada.

2. Senhora, dai-nos licença, aos tristes filhos de Adão,
Para que em vossa presença, vos faça nossa oração.

3. Entrai pecadores, entrai, p’ra ver a mãe de Jesus,
E água benta tomai, fazei o sinal da cruz.

4. Quero pôr-me a vossos pés, hoje pela primeira vez,
Rainha dos altos céus, nossa mãe e de Deus.

5. Ajoelhai, pecadores, com os joelhos no chão.
Assim fez o redentor pela nossa salvação.

Estado do tempo para os próximos dias

Apesar deste sitio não ser sobre meteorologia, aqui fica a previsão para os próximos dias. Assim, quer as familias, quer quem nos apoia em todas as vertentes deste romaria, poderão ter uma ideia do tempo que iremos apanhar. Aparentemente, a chuva não será muita.
Rezemos então um Pai Nosso e uma Avé Maria pelas familias de todos.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

"ser" Romeiro

Ser romeiro não é um estado de alma ou um estado de espírito. Ser romeiro é um chamamento que Cristo nos faz ao ouvido como que a dizer “… vem e segue-me.” E assim durante uns dias seguimo-Lo. São dias de intenso fervor onde, entre as madrugadas frias e as tardes quentes, descobrimos o poder da Oração.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Previsão meteorológica


Como o titulo indica, esta é uma mera previsão para os dias 20 a 22, por agora...mas promete. A pluviosidade varia entre os 0.5 e 0 1 pelas 20:00 de 4ª feira. A humidade é que ronda entre os 55 e os 100.

Saida...

É já na próxima 4ª feira pelas 03:00, com a celebarção da eucaristia, que o rancho começa a sua 2ª romaria.
A quem nos quiser acompanhar nesta saida com a presença na eucaristia, as portas da igreja estão abertas a todos.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Orações a Nossa Senhora III


Oração de S. Bernardo
Lembrai-vos, ó piíssima virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que têm recorrido à vossa protecção, implorado o vosso auxilio e reclamado o vosso socorro, fosse por vós desamparado.
Animado eu, pois, com igual confiança, a ti Maria, entre todas singular, como a mãe recorro, de vós me valho, e, gemendo sob o peso dos meus pecados, me prostro a vossos pés.
Não desprezeis as nossas súplicas, mas dignai-vos ouvi-las propicia, e concede-nos o que vos pedimos. Amen.

(excerto do guia deste ano)

Orações a Nossa Senhora II



Ó Senhora minha!
Ó Senhora minha ó minha mãe, eu me ofereço todo a vós, e, em prova da minha devoção para convosco, me consagro neste dia e para sempre os meus olhos, os meus ouvidos, a minha boca, o meu coração e inteiramente todo meu ser.
E porque assim sou todo vosso, ó incomparável mãe, guardai-me e defendei-me como coisa e propriedade vossa.
Lembrai-vos que vos pertenço, terna mãe Senhora nossa. Ah! Guardai-me e defendei-me como coisa própria vossa.
(excerto do guia deste ano)

Aproveitemos este dia para rezarmos pelos irmãos que nestes dias andam pelos caminhos de São Miguel, orando e rezando por todos "nós". E são tantos os "nós" que nem sequer imaginam quantos rezam por eles.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Orações a Nossa Senhora I


Acto de consagração a nossa Senhora

Diante de Deus uno e trino, entrego-me em abandono filial a Maria, para me dedicar inteiramente ao serviço da Igreja.
Consciente da minha liberdade e da minha condição de filho de Deus e, ao mesmo tempo, profundamente convencido da minha miséria espiritual, desejo, na actitude
de pobre do evangelho, mendigo de Deus, e a exemplo do Apostolo S. João, viver em comunhão com Maria.
Confio que vivendo assim no meu coração, ela me faça viver à imagem e semelhança de seu filho, que foi obediente à vontade do Pai até à morte e morte de Cruz.
Acredito que, deste modo e por fim, já não serei eu que vivo mas Cristo que viverá em mim e por mim. Ámen.
(excerto do guia para este ano)

Oração de introdução à Avé-Maria


Bendita a hora e o dia, em que o Anjo São Gabriel desceu dos céus à terra, anunciando estas doces palavras: Ave-Maria…

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Percurso da romaria


No primeiro dia, 20 de Fevereiro, segundo Hélio Ávila, mestre do rancho, pelas 03h00 da madrugada haverá a celebração de uma eucaristia na Igreja da Nossa Senhora da Conceição, e uma hora depois está marcada a saída do rancho dos romeiros daquele Santuário, seguindo as igrejas e ermidas das seguintes localidades: Desterro, São João de Deus, Lameirinho, São Rafael, Lapinha, Posto Santo, Penha de França, Irmãs Franciscanas, Terra Chã, Quinta do Galo, Cantinho, São Mateus, São Bartolomeu, Cinco Ribeiras e Santa Bárbara, num total de 37Km.

No dia seguinte, continuam pelas Doze Ribeiras, Serreta, Raminho, Altares, Biscoitos, Quatro Ribeiras e Agualva, num raio de 36Km.

Quanto ao itinerário do dia 22, começa pela Vila Nova, São Brás, Fontinhas, Santa Luzia, Santa Rita, Facho, Misericórdia da Praia, Matriz da Praia, Casa da Ribeira, Cabo da Praia e Porto Martins, totalizando 39Km. Nesta última freguesia haverá um encontro com as famílias para mudança de roupa.
No dia 23, sábado, a caminhada segue pela Fonte do Bastardo, Ribeira Seca, Caminho da Vila/Barraca e São Sebastião, compreendendo 28Km.

No último dia, 24 de Fevereiro, a Maria Vieira marca o local de saída, seguindo Porto Judeu de Baixo, Nossa Senhora da Esperança, Canada das Vinhas, Ermida das Mercês, Igreja da Feteira, Ladeira Grande, Santo Amaro, São Luís, São Bento, Boa Viagem, Misericórdia de Angra, Castelo de São João Baptista, São Pedro, Santo António, no Monte Brasil, com jantar em família; Santa Luzia, ‘Mónicas’, Seminário, Sé, e, por fim, Conceição com celebração de eucaristia.
(parte da noticia escrita no Jornal " A União")

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE O PAPA


"Cristo fez-Se pobre por vós» (cf. 2 Cor 8, 9)"

Queridos irmãos e irmãs!

1. Todos os anos, a Quaresma oferece-nos uma providencial ocasião para aprofundar o sentido e o valor do nosso ser de cristãos, e estimula-nos a redescobrir a misericórdia de Deus a fim de nos tornarmos, por nossa vez, mais misericordiosos para com os irmãos. No tempo quaresmal, a Igreja tem o cuidado de propor alguns compromissos específicos que ajudem, concretamente, os fiéis neste processo de renovação interior: tais são a oração, o jejum e a esmola. Este ano, na habitual Mensagem quaresmal, desejo deter-me sobre a prática da esmola, que representa uma forma concreta de socorrer quem se encontra em necessidade e, ao mesmo tempo, uma prática ascética para se libertar da afeição aos bens terrenos. Jesus declara, de maneira peremptória, quão forte é a atracção das riquezas materiais e como deve ser clara a nossa decisão de não as idolatrar, quando afirma: «Não podeis servir a Deus e ao dinheiro» (Lc 16, 13). A esmola ajuda-nos a vencer esta incessante tentação, educando-nos para ir ao encontro das necessidades do próximo e partilhar com os outros aquilo que, por bondade divina, possuímos. Tal é a finalidade das colectas especiais para os pobres, que são promovidas em muitas partes do mundo durante a Quaresma. Desta forma, a purificação interior é corroborada por um gesto de comunhão eclesial, como acontecia já na Igreja primitiva. São Paulo fala disto mesmo quando, nas suas Cartas, se refere à colecta para a comunidade de Jerusalém (cf. 2 Cor 8-9; Rm 15, 25-27).
2. Segundo o ensinamento evangélico, não somos proprietários mas administradores dos bens que possuímos: assim, estes não devem ser considerados propriedade exclusiva, mas meios através dos quais o Senhor chama cada um de nós a fazer-se intermediário da sua providência junto do próximo. Como recorda o Catecismo da Igreja Católica, os bens materiais possuem um valor social, exigido pelo princípio do seu destino universal (cf. n. 2403).
É evidente, no Evangelho, a admoestação que Jesus faz a quem possui e usa só para si as riquezas terrenas. À vista das multidões carentes de tudo, que passam fome, adquirem o tom de forte reprovação estas palavras de São João: «Aquele que tiver bens deste mundo e vir o seu irmão sofrer necessidade, mas lhe fechar o seu coração, como pode estar nele o amor de Deus?» (1 Jo 3, 17). Entretanto, este apelo à partilha ressoa, com maior eloquência, nos Países cuja população é composta, na sua maioria, por cristãos, porque é ainda mais grave a sua responsabilidade face às multidões que penam na indigência e no abandono. Socorrê-las é um dever de justiça, ainda antes de ser um gesto de caridade.
3. O Evangelho ressalta uma característica típica da esmola cristã: deve ficar escondida. «Que a tua mão esquerda não saiba o que fez a direita», diz Jesus, «a fim de que a tua esmola permaneça em segredo» (Mt 6, 3-4). E, pouco antes, tinha dito que não devemos vangloriar-nos das nossas boas acções, para não corrermos o risco de ficar privados da recompensa celeste (cf. Mt 6, 1-2). A preocupação do discípulo é que tudo seja para a maior glória de Deus. Jesus admoesta: «Brilhe a vossa luz diante dos homens de modo que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem vosso Pai que está nos Céus» (Mt 5, 16). Portanto, tudo deve ser realizado para glória de Deus, e não nossa. Queridos irmãos e irmãs, que esta consciência acompanhe cada gesto de ajuda ao próximo evitando que se transforme num meio nos pormos em destaque. Se, ao praticarmos uma boa acção, não tivermos como finalidade a glória de Deus e o verdadeiro bem dos irmãos, mas visarmos antes uma compensação de interesse pessoal ou simplesmente de louvor, colocamo-nos fora da lógica evangélica. Na moderna sociedade da imagem, é preciso redobrar de atenção, dado que esta tentação é frequente. A esmola evangélica não é simples filantropia: trata-se antes de uma expressão concreta da caridade, virtude teologal que exige a conversão interior ao amor de Deus e dos irmãos, à imitação de Jesus Cristo, que, ao morrer na cruz, Se entregou totalmente por nós. Como não agradecer a Deus por tantas pessoas que no silêncio, longe dos reflectores da sociedade mediática, realizam com este espírito generosas acções de apoio ao próximo em dificuldade? De pouco serve dar os próprios bens aos outros, se o coração se ensoberbece com isso: tal é o motivo por que não procura um reconhecimento humano para as obras de misericórdia realizadas quem sabe que Deus «vê no segredo» e no segredo recompensará.
4. Convidando-nos a ver a esmola com um olhar mais profundo que transcenda a dimensão meramente material, a Escritura ensina-nos que há mais alegria em dar do que em receber (cf. Act 20, 35). Quando agimos com amor, exprimimos a verdade do nosso ser: de facto, fomos criados a fim de vivermos não para nós próprios, mas para Deus e para os irmãos (cf. 2 Cor 5, 15). Todas as vezes que por amor de Deus partilhamos os nossos bens com o próximo necessitado, experimentamos que a plenitude de vida provém do amor e tudo nos retorna como bênção sob forma de paz, satisfação interior e alegria. O Pai celeste recompensa as nossas esmolas com a sua alegria. Mais ainda: São Pedro cita, entre os frutos espirituais da esmola, o perdão dos pecados. «A caridade – escreve ele – cobre a multidão dos pecados» (1 Pd 4, 8). Como se repete com frequência na liturgia quaresmal, Deus oferece-nos, a nós pecadores, a possibilidade de sermos perdoados. O facto de partilhar com os pobres o que possuímos, predispõe-nos para recebermos tal dom. Penso, neste momento, em quantos experimentam o peso do mal praticado e, por isso mesmo, se sentem longe de Deus, receosos e quase incapazes de recorrer a Ele. A esmola, aproximando-nos dos outros, aproxima-nos de Deus também e pode tornar-se instrumento de autêntica conversão e reconciliação com Ele e com os irmãos.
5. A esmola educa para a generosidade do amor. São José Bento Cottolengo costumava recomendar: «Nunca conteis as moedas que dais, porque eu sempre digo: se ao dar a esmola a mão esquerda não há de saber o que faz a direita, também a direita não deve saber ela mesma o que faz » (Detti e pensieri, Edilibri, n. 201). A este propósito, é muito significativo o episódio evangélico da viúva que, da sua pobreza, lança no tesouro do templo «tudo o que tinha para viver» (Mc 12, 44). A sua pequena e insignificante moeda tornou-se um símbolo eloquente: esta viúva dá a Deus não o supérfluo, não tanto o que tem como sobretudo aquilo que é; entrega-se totalmente a si mesma.
Este episódio comovedor está inserido na descrição dos dias que precedem imediatamente a paixão e morte de Jesus, o Qual, como observa São Paulo, fez-Se pobre para nos enriquecer pela sua pobreza (cf. 2 Cor 8, 9); entregou-Se totalmente por nós. A Quaresma, nomeadamente através da prática da esmola, impele-nos a seguir o seu exemplo. Na sua escola, podemos aprender a fazer da nossa vida um dom total; imitando-O, conseguimos tornar-nos disponíveis para dar não tanto algo do que possuímos, mas darmo-nos a nós próprios. Não se resume porventura todo o Evangelho no único mandamento da caridade? A prática quaresmal da esmola torna-se, portanto, um meio para aprofundar a nossa vocação cristã. Quando se oferece gratuitamente a si mesmo, o cristão testemunha que não é a riqueza material que dita as leis da existência, mas o amor. Deste modo, o que dá valor à esmola é o amor, que inspira formas diversas de doação, segundo as possibilidades e as condições de cada um.
6. Queridos irmãos e irmãs, a Quaresma convida-nos a «treinar-nos» espiritualmente, nomeadamente através da prática da esmola, para crescermos na caridade e nos pobres reconhecermos o próprio Cristo. Nos Actos dos Apóstolos, conta-se que o apóstolo Pedro disse ao coxo que pedia esmola à porta do templo: «Não tenho ouro nem prata, mas vou dar-te o que tenho: Em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda» (Act 3, 6). Com a esmola, oferecemos algo de material, sinal do dom maior que podemos oferecer aos outros com o anúncio e o testemunho de Cristo, em cujo nome temos a vida verdadeira. Que este período se caracterize, portanto, por um esforço pessoal e comunitário de adesão a Cristo para sermos testemunhas do seu amor. Maria, Mãe e Serva fiel do Senhor, ajude os crentes a regerem o «combate espiritual» da Quaresma armados com a oração, o jejum e a prática da esmola, para chegarem às celebrações das Festas Pascais renovados no espírito. Com estes votos, de bom grado concedo a todos a Bênção Apostólica.

Vaticano, 30 de Outubro de 2007.
BENEDICTUS PP. XVI

Romarias

E agora que entrámos na Quaresma, nunca é demais pedir que não nos esqueçamos e oremos pelos nossos irmãos romeiros que a partir do próximo sábado irão palmilhar a ilha de São Miguel, rezando por todos.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Quarta-feira de cinzas – início da Quaresma

Em complemento do artigo anterior, aqui fica o que um irmão Romeiro escreveu a respeito deste dia.
A palavra Quaresma é utilizada para designar o período de quarenta dias que antecedem a festa ápice do cristianismo: a Ressurreição de Jesus Cristo, comemorada no Domingo de Páscoa. Esta prática data desde o século IV.Na Quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas e termina na quarta-feira da Semana Santa, nós os católicos, realizamos a preparação para a Páscoa. O período é reservado para a reflexão, e conversão espiritual. Ou seja, todos nós devemo-nos aproximar de Deus visando o crescimento espiritual. Somos todos os anos convidados a fazer-mos uma comparação entre as nossas vidas e a mensagem cristã expressa nos Evangelhos. Esta comparação significa um recomeço, um renascimento para as questões espirituais e um crescimento pessoal. Cada um de nós deve intensificar a prática dos princípios essenciais de sua fé com o objectivo de ser uma pessoa melhor e proporcionar o bem para os demais.
A Quaresma é também um período propício à introspecção, um retiro espiritual voltado à reflexão, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar a vinda do Cristo Vivo, Ressuscitado no Domingo de Páscoa. Assim, retomando questões espirituais, simbolicamente cada um de nós renasce, com Cristo.
Todas as religiões têm períodos voltados à reflexão, fazem parte da disciplina religiosa. Cada doutrina religiosa tem seu calendário específico para seguir. A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência. Cerca de duzentos anos após o nascimento de Cristo, os cristãos começaram a preparar a festa da Páscoa com três dias de oração, meditação e jejum. Por volta do ano 350 d. C., a Igreja aumentou o tempo de preparação para quarenta dias. Assim surgiu a Quaresma.

Quarta-feira Cinzas

Quarta-feira de cinzas é o primeiro dia da Quaresma no calendário cristão ocidental. As cinzas que os cristãos católicos recebem neste dia é um símbolo para a reflexão sobre o dever da conversão, da mudança de vida, recordando a passageira, transitória, efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte. Ela ocorre quarenta dias antes da Páscoa sem contar os domingos ( que não são incluídos na Quaresma); ela ocorre quarenta e quatro dias antes da Sexta-feira Santa contando os domingos. Seu posicionamento varia a cada ano, dependendo da data da Páscoa. A data pode variar do começo de fevereiro até a segunda semana de março.
A quarta-feira de cinzas cai nas seguintes datas nos anos seguintes:
2009 - 25 de fevereiro
2010 - 17 de fevereiro
2011 - 9 de março
2012 - 22 de fevereiro
2013 - 13 de fevereiro
2014 - 5 de março
2015 - 18 de fevereiro
2016 - 10 de fevereiro
2017 - 1 de março
2018 - 14 de fevereiro
2019 - 6 de março
Alguns cristãos tratam a quarta-feira de cinzas como um dia para se lembrar a mortalidade da própria mortalidade. Missas são realizadas tradicionalmente nesse dia nas quais os participantes são abençoados com cinzas pelo o padre administrando a cerimônia. O padre marca a testa de cada celebrante com cinzas, deixando uma marca que o cristão normalmente deixa em sua testa até o pôr do sol, antes de lavá-la. Esse simbolismo relembra a antiga tradição do Oriente Médio de jogar cinzas sobre a cabeça como símbolo de arrependimento perante a Deus (como relatado diversas vezes na Bíblia). No Catolicismo Romano, é um dia de jejum e abstinência.
Como é o primeiro dia da Quaresma, ele ocorre um dia depois da terça-feira gorda ou Mardi Gras, o último dia da temporada de Carnaval. A Igreja Ortodoxa não observa a quarta-feira de cinzas, começando a quaresma já na segunda-feira anterior a ela.
(texto retirado do Wikipedia)

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Santa Teresa D `Avila

Para além de todo o historial sobre esta santa que poderão consultar aqui, fica também uma pequeno oração, a qual também iremos cantar nas eucaristias durante a romaria:

Nada te turbe,
Nada de espante,
Quem a Deus tem
Nada lhe falta.

Nada te turbe,
Nada de espante
Só Deus basta.

Na verdade, nos dias que correm, precisamos muito que nada nos pertube, nada nos espante afinal...quem a Deus tem nada lhe falta e só Ele basta. Fiquemos com esta oração nos nossos corações e cantemo-la no silêncio das nossa almas.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Cânticos

E ontem foi dia de ensaios de cânticos preparativos para a romaria, preparativos para a missa da próxima 4ª feira pelas 18:15 aqui, no Santuário de Nossa Senhora da Conceição.
Alguns cânticos são novos, como convêm, mais que não sejam, para agradecer a Deus por tudo o que tem feito por nós, apesar de muitas vezes pensarmos o oposto.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Romeiros da Terceira - Peregrinos do Infinito

E com o cognome de Peregrinos do Infinito, ontem começámos a “catequese” proferida pelo contra-mestre Padre Dinis. Para além dos vários ensaios de cânticos já realizados nas últimas semanas, assim como dos preparativos da caminhada, como sejam, os meios logísticos e os locais onde passar, descansar e pernoitar, esta parte catequetica fazia falta para alimentar as nossas almas de peregrinos que somos.
Foi bom ouvir as palavras sentidas do Padre Dinis, sobre o que realmente é a Quaresma e o porquê de “Peregrinos do Infinito”, numa altura em que os bens materiais são casa vez mais apetecíveis ao invés dos bens espirituais, estes sim, com valor de Vida Eterna.
O Guia para este ano já está feito e foi distribuído por todos os irmãos, onde o tema do ano pastoral 2007/2008 é “Propor e transmitir a fé na sociedade actual

Deixou a Judéia, e foi outra vez para a Galiléia.
E era-lhe necessário passar por Samaria.
Foi, pois, a uma cidade de Samaria, chamada Sicar, junto da herdade que Jacó tinha dado a seu filho José.
E estava ali a fonte de Jacó. Jesus, pois, cansado do caminho, assentou-se assim junto da fonte.
Era isto quase à hora sexta.
Veio uma mulher de Samaria tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber. Porque os seus discípulos tinham ido à cidade comprar comida.
Disse-lhe, pois, a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana? (porque os judeus näo se comunicam com os samaritanos).
Jesus respondeu, e disse-lhe: Se tu conheceras o dom de Deus, e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva.
Disse-lhe a mulher: Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde, pois, tens a água viva? És tu maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu o poço, bebendo ele próprio dele, e os seus filhos, e o seu gado? Jesus respondeu, e disse-lhe:
Qualquer que beber desta água tornará a ter sede; Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna.
Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água, para que não mais tenha sede, e não venha aqui tirá-la.
Jo 4, 3-15

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Ensaios


Ontem, após algumas reuniões preparatórias, começámos os ensaios dos cânticos que iremos cantar durante a caminhada. Para primeira vez, para alguns dos presentes e também, para os restantes que foram no ano trasacto mas, já se tinham "esquecido" de algumas melodias, correu bastante bem.

Para a semana as reuniões irão ser na terça e quarta-feira, em virtude de se encontrar na ilha o Contra-mestre Padre Dinis.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

O Terço

Com o terço na mão
Peço a vós minha Virgem Maria
Minha prece levai a Jesus
Santa Mãe que nos guia
Com o terço na mão peço a vós
Minha nossa Senhora
Por nós todos rogai a Deus Pai
Vos pedimos agora.
Com o terço na mão
De joelhos no chão vos pedimos
Aliviai as tristezas e as dores
Que as vezes sentimos
Clareai o caminho daqueles
Que vivem perdidos
E olhai por aqueles que o mundo
Deixou esquecidos.
Santa Maria rogai por nós
Que recorremos a vós.
Nos mistérios contemplo o nascer de Jesus
E a alegria
Na paixão por amor preso a cruz
Sua dor e agonia
Sua ressurreição e aos céus a ascensão
No terceiro dia
Vossa coroação junto a Deus
Coração de Maria.
Com o terço na mão
E com fé aprendi mãe querida
Que aceitar a vontade de Deus
É o maior bem da vida
Que ajudar a um irmão
No instante do seu sofrimento
É amar nosso próximo
É servir a Deus Pai nesse momento.

Este poema, lindo e sentido, é cantado pelo Roberto Carlos. É um poema que se enquadra no espirito do Romeiro em todas as suas vertentes. Quem quiser ouvir, peça-o mandando um comentário com o respectivo email, que dentro das possibilidades, enviaremos com a brevidade possivel.


quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

O Traje Romeiro e a sua Simbologia


Um xaile pelos ombros, que simboliza o manto de Cristo; um lenço ao pescoço que simboliza a coroa de espinhos de Cristo; uma cevadeira às costas que simboliza a cruz que Jesus transportou ao Calvário; um terço na mão e um ou mais ao pescoço; um bordão na mão que simboliza o ceptro de Jesus. Quanto a este último, o Romeiro não pode apoiar-se ao bordão durante a caminhada, excepto em caminhos muito perigosos e em frente à igreja durante a oração. Todos estes elementos simbólicos reforçam o carácter penitencioso do Romeiro relembrando-lhe o suplício e morte de Cristo.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Poema "Romeiro"


Retirado deste blog, aqui fica este poema belo e simples, que retrata um pouco a caminhada de um Romeiros.
Romeiro

Peregrino da nossa terra
Que vais de romaria
Cantando de serra em serra
Pai Nosso Ave Maria

Teu cantar calmo e dolente
Entra fundo no coração
São Miguel de boa gente
Escuta-vos com devoção

Na mão levas o bordão
Da força e da esperança
Tua voz feita oração
Nunca pára nunca cansa

Os teus pés ensanguentados
De tão longa caminhada
Expiou muitos pecados
Daqueles que não rezam nada

Pela madrugada

É pela madrugada que saímos todos os dias, iluminados pelas orações constantes, numa caminhada constante, onde o bordão descansa numa mão e o terço na outra.
Depois de alguns quilómetros palmilhados, por vezes com algum esforço, chegamos ao fim de mais um dia, com o coração cheio de tudo, prontos para outro dia que se avizinha, na companhia da Sagrada Família, presença quase imperceptível mas, que nos acarinha e apoia, em alturas de “desamparo e duvida”.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Regulamento de Romeiros VII

SECÇÃO V
(Do Pós-Romaria)

Art.º 38º

O Mestre deverá providenciar um encontro para avaliação, o qual poderá ser precedido pela celebração da Eucaristia. Deverão ficar registados em acta, além dos dados de todos os peregrinos, os momentos mais significativos da caminhada, em vi-vências cristãs.
Artº 39º

Para manter o espírito de amizade e comunhão entre os Romeiros, o Mestre deverá promover reuniões mensais, sempre com um momento de Oração e um tempo para formação cristã. As reuniões deverão ser preparadas antecipadamente, em colaboração com o Pároco, devendo o Mestre providenciar para que todos os Romeiros conheçam a respectiva agenda e os demais assuntos a tratar.

SECÇÃO VI
(Do “Dia do Romeiro”)

Artº 40º

Anualmente, no 3º Domingo da Páscoa, o Grupo Coordenador organizará, em colaboração com os responsáveis locais (do Rancho e do Grupo Paroquial de Romeiros, se existir), um encontro de oração, reflexão e compromisso para Romeiros e suas famílias.
§ 1º- O encontro ocorrerá rotativamente nas localidades que tenham Rancho, devendo ser divulgada a tempo a respectiva agenda.
§ 2º- O encontro ajudará a crescer numa maior comunhão entre todos os Romeiros da Ilha, pelo que deverá ter uma parte recreativa e uma refeição partilhada, terminando com a Eucaristia.

CAPÍTULO II
(DO GRUPO PAROQUIAL DE ROMEIROS)
SECÇÃO I
(Da natureza e fins)

Artº 41º

O Grupo Paroquial de Romeiros é o conjunto de católicos, leigos, que já integra-ram Romarias Quaresmais, os quais se organizam a nível Paroquial, tendo como Assistente Espiritual o respectivo Pároco e comprometendo-se a viver no dia a dia as virtudes e valores evangélicos das Romarias.

Art.º 42º

Os fins do Grupo são: a Oração comunitária; as actividades paroquiais em que se realcem os valores evangélicos do sacrifício, da partilha e da renúncia; as acções sócio-caritativas, concretizadas na ajuda aos mais carenciados, aos diversos níveis; e a formação religiosa, moral e humana dos seus membros, de suas famílias e da comunidade em geral.
§ 1º- Os Responsáveis estudarão com o seu Assistente Espiritual, as actividades concretas para as respectivas Paróquias, adequadas às necessidades do meio e às reais capacidades dos seus membros.
§ 2º- O Grupo, quando os responsáveis forem os mesmos do Rancho de Romeiros, organizará anualmente a Romaria Quaresmal tradicional, cuidando da organização do rancho e da preparação das Romarias e dos Romeiros. Quando os responsáveis não forem os mesmos, o Grupo dará colaboração na preparação próxima dos ranchos e no pós-romaria, se tal for pedido pelos Responsáveis.
§ 3º- O Grupo organizará, em colaboração com o Pároco e com o Rancho de Romeiros- quando os responsáveis não forem os mesmos - outras peregrinações ou caminhadas, que pressuponham deslocação, em que a Oração e Penitência façam parte das mesmas.

SECÇÃO II
(Criação, Existência Oficial e Funcionamento)

Art.º 43º

O Grupo Paroquial de Romeiros considera-se criado, quando os promotores, Romeiros experientes, depois da aprovação do Pároco e ouvido o Conselho Pastoral, definirem em concreto o âmbito da actividade apostólica - nos termos do § 1º do artigo anterior – escolherem ou elegerem os seus responsáveis e iniciarem a actividade apostólica programada. Os responsáveis devem comunicar ao Grupo Coordenador a sua existência, indicando o início, bem como responsáveis, dia e local de reuniões. Deverão ainda mencionar os fins, se diferentes dos mencionados no artº 2º.
§ 1º- O Grupo deverá reunir pelo menos uma vez por mês, com agenda previamente determinada. O dia, hora e local das reuniões deverão ser fixados com antecedência, para que todos os membros os conheçam.
§ 2º- Pelo menos uma das reuniões deverá ser antecedida pela Eucaristia.
§ 3º- A reunião deverá ser iniciada com a Oração, seguindo-se um tempo de reflexão (leitura bíblica, Documentos do Magistério da Igreja e outros). Depois haverá uma parte destinada à partilha das actividades assumidas pelo Grupo, ao que se segue a marcação de outros trabalhos apostólicos, terminando a reunião com uma Oração.
§ 4º- A Oração, bem como a parte formativa e doutrinal, ficam a cargo do Assistente Espiritual, podendo, em combinação com ele, serem convidados outros Sacerdotes, Religiosos ou Leigos.
SECÇÃO III
(Membros e Responsáveis)

Art.º 44º

São admitidos ao Grupo todos os leigos, cristãos conscientes, que tenham feito três ou mais Romarias Quaresmais. A admissão é da responsabilidade dos responsáveis, ouvido o Rancho de Romeiros, se os responsáveis não forem os mesmos.
§ 1º- Os responsáveis poderão e deverão, sempre que as circunstâncias o aconselharem, admitir Romeiros com menos de três romarias.
§ 2º- O Grupo terá como animadores um Presidente que presidirá às reuniões e representará o Grupo; um Secretário, que secretariará as reuniões, elaborando actas, se for julgado conveniente e ficando encarregado da correspondência do Grupo; e ainda um Tesoureiro, para todas as questões monetárias.
§ 3º- Ouvido o Pároco, que emitirá o seu parecer sobre os candidatos, os membros elegerão os seus responsáveis, os quais desempenharão as funções por um período de três anos, podendo ser reeleitos para mais dois mandatos.
§ 4º- Excepcionalmente, nas mesmas condições do parágrafo anterior e com apoio da maioria dos membros, os responsáveis poderão ser reeleitos para mais mandatos.


CAPÍTULO III
(DO GRUPO COORDENADOR)
SECÇÃO I
(Constituição, Nomeação e Período de Mandato)

Art.º 45º

1. O Movimento terá um Grupo Coordenador, central, formado por cinco elemen-tos, nomeados pelo Ordinário da Diocese, de entre Romeiros experientes, que desempe-nharão as suas funções por um período de cinco anos, renováveis até ao máximo de três mandatos. A proposta para nova nomeação, a formular pelo Grupo cessan-te, indicará pelo menos um número não inferior a oito Romeiros, nas condições supra e dispostos a aceitar a nomeação.
O Grupo terá ainda um Assistente Espiritual para o apoiar e colaborar nas respectivas actividades. O Assistente Espiritual será igualmente nomeado pelo Ordinário da Diocese, por proposta do Grupo, o qual indicará o nome de três Sacerdotes, preferindo aqueles que já tenham participado em Romarias ou que as conheçam bem.

Art.º 46º

Após a nomeação, o Grupo elegerá um Presidente, um vice-presidente, um Secretá-rio, um Tesoureiro, sendo o outro Vogal.
§ 1º- O Presidente representará o Movimento e o Grupo Coordenador e presidirá às reu-niões do Grupo, dos Retiros, dos Encontros e dos Seminários promovidos pelo Grupo, podendo delegar. Compete-lhe ainda, podendo também delegar, os convites às pessoas - Padres e Leigos, que poderão colaborar em tais retiros e encontros - bem como os contactos com as Entidades para a disponibilização de igrejas, salões e demais espaços físicos para tais iniciativas. Tem ainda assento no Conselho Pastoral de Ilha.
§ 2º- O Vice-Presidente representará e desempenhará as mesmas funções nas ausências ou impedimentos do Presidente e bem assim quando as receber por delegação. Tem as-sento no mesmo Conselho, quando o Presidente estiver impedido.
§ 3º- Ao Secretário compete a organização das actas das reuniões, a correspondência do Grupo, bem como organizar e manter actualizados os ficheiros abaixo referidos, dos Movimentos e Ranchos de Romeiros existentes.
§ 4º- Ao Tesoureiro compete a guarda e escrituração dos dinheiros do Grupo, cuidando do aprovisionamento dos alimentos destinados aos Retiros, encontros e reuniões em que haja refeições em grupo, pagando-os depois.
§ 5º- Ao Vogal compete-lhe coadjuvar e apoiar os demais elementos do Grupo, continuada ou pontualmente, nas diversas tarefas da responsabilidade do mesmo.

Art.º 47º

Dois meses antes do termo dos mandatos do Grupo e do Assistente Espiritual, será enviada ao Ordinário da Diocese, nos termos e para efeitos do supra artº 45º, proposta fundamentada, com indicação dos Romeiros e Sacerdotes dispostos a aceitar os respectivos cargos.

SECÇÃO II
(Funções e Atribuições do Grupo)

Art.º 48º

O Grupo terá como atribuição principal a superintendência geral do Movimento “Romeiros de São Miguel”, bem como cooperar na criação e organização dos Ranchos de Romeiros nas Paróquias da Ilha de São Miguel que nunca os tiveram, ou quando o Rancho não tenha saído nos últimos seis anos, ou provenha da diáspora.

Art.º 49º

O Grupo tem ainda como funções e atribuições:-
1. Quanto ao Movimento a nível local:-
a)- Em estrita ligação com o Pároco, incentivar e apoiar a criação do Movi-mento nas Paróquias e ajudar na escolha dos seus responsáveis, na definição das respectivas actividades apostólicas e na direcção das primeiras reuniões.
b)- Possuir e manter actualizado um ficheiro com os Movimentos existentes a nível da Ilha, dele constando a actividade, responsáveis, início e carências.
c)- Promover retiros, encontros, seminários e outras acções de formação para os responsáveis e outros elementos com responsabilidades.
d)- Individualmente, os membros poderão dar apoio e colaboração em iniciativas de formação religiosa do Movimento nas Paróquias, em reuniões ou noutras iniciativas.
2. Quanto aos Ranchos novos ou a reiniciar:
a)- Em estrita ligação com o Pároco, incentivar e apoiar a criação ou reinício de ranchos nas Paróquias ou na diáspora, ajudar na escolha dos seus responsáveis, na organização e preparação das Romarias.
b)- Possuir e manter actualizado um ficheiro com os Ranchos existentes na Ilha e/ou na diáspora, dele constando os responsáveis, período de preparação, semana habitual da saída e número de romeiros em cada ano.
c)- Promover anualmente dois ou mais encontros, seminários e outras acções de formação para responsáveis, ajudantes, oradores e outros elementos com responsa-bilidades no Rancho; pelo menos um deles, antes do início da Quaresma, deverá ter características de retiro aberto, fixando-se o lema da Romaria.
d)- Promover retiros e encontros de formação religiosa, locais ou inter-paroquiais, para romeiros e suas famílias.
e)- Colaborar e apoiar a preparação próxima das Romarias e seus Romeiros.
f)- Ajudar os responsáveis na escolha do acolhimento e pernoitas nas Paróquias, na celebração da Missa diária e/ou meditações na semana da Romaria.
g)- Ajudar e apoiar os responsáveis em quaisquer iniciativas pontuais a realizar nos seus Ranchos.
h)- Promover - em colaboração com o Pároco, o Movimento ou o Rancho de Romeiros, quando aquele não existir na Paróquia – a realização do “Dia do Romeiro”, destinado a todos os Romeiros e suas famílias, tendo como objectivo, para além de uma ligeira reflexão alusiva ao espírito das Romarias, a confraternização e a amizade entre os Romeiros, bem como a troca de experiências e vivências das Romarias, se possível com um compromisso colectivo para a vida do dia a dia.

CAPÍTULO IV
(DIVERSOS E DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS)

Art.º 50º

As nomeações dos responsáveis, bem como os períodos dos respectivos manda-tos, pela forma e tempo agora definidos, só vigorarão a partir da entrada em vigor do presente Regulamento.
§ Únº- Devem os Mestres e Contramestres, em funções há mais de seis anos, depois de auscultar o rancho, se for caso disso, pedir aos respectivos Párocos que sejam confirmados nos seus cargos.


Artº 51º

Este Regulamento deverá ser obrigatoriamente revisto após 10 anos de vigência, ou antes, se o Magistério da Igreja assim o entender.

Art.º 52º

Em matéria de doutrina ou em questões controvertidas de disciplina eclesial, compete ao Assistente Espiritual sanar a divergência, decidindo sobre a maneira correcta da aplicação do articulado deste Regulamento. Em caso de dúvida ou da manutenção da divergência, compete ao Ordinário da Diocese dirimir a questão.


E aqui termina o Regulamento de Romeiros.

Regulamento de Romeiros VI


SECÇÃO IV
Da Semana da Romaria)
Subsecção I
(Das Condições Gerais a Observar)

Art.º 20º

Todos os Romeiros devem:-
1. Participar no Sacramento da Reconciliação nas vésperas da partida, procurando manter-se em estado de graça para que a Romaria seja espiritualmente proveitosa. Se algum romeiro, durante a caminhada, precisar de orientação espiritual ou de se reconciliar, deve manifestar esse desejo ao Mestre, para que este providencie o encontro com um sacerdote.
2. Participar na Eucaristia todos os dias.
3. Dar conhecimento ao Mestre das próprias falhas no cumprimento das normas do Regulamento referente às Romarias.
4. Obedecer pronta e imediatamente às ordens do Mestre e acatar as suas admoestações com humildade, devendo evitar desculpas sem sentido.
5. Visitar, quanto possível, todas as Igrejas e Ermidas da Ilha, que constam do itinerário previamente traçado pelos responsáveis do rancho.
6. Observar silêncio em todo o percurso mesmo nos descampados; se houver necessidade imperiosa de trocar algumas palavras durante a caminhada, deverão fazê-lo em voz baixa, de modo a que não se deixe de ouvir o canto da Avé-Maria, bem como as orações pedidas pelo rancho e as súplicas dos fiéis que se recomendam às orações dos penitentes.
7. Rezar, cantando, a Avé-Maria e todas as saudações comuns, segundo a tonalidade própria e tradicional; rezar um Terço pelas intenções de quem os acolher durante a noite.
8. Levar Terço, lenço de lã, xaile, saca para a comida e um bordão, tudo como é tradicional; durante todo o percurso, o xaile deve ser levado aberto sobre os ombros e o lenço sobreposto por cima dele.
9. Contribuir, dentro das suas possibilidades, para as colectas feitas pelo Mestre.
10. O romeiro que, tendo feito a preparação, não puder, por motivo justificado, incorpo-rar-se no dia da partida, pode ir ao encontro do rancho no 1º ou 2º dia da caminhada, em local previamente combinado com o Mestre. A incorporação no Rancho faz-se, como é tradicional, após autorização e com o rancho parado, beijando o crucifixo, cumprimentando o Mestre e todos os demais irmãos.
11. O romeiro que, por motivo grave e justificado, tenha de abandonar o Rancho, deve, com este parado e após autorização e consentimento do Mestre, despedir-se de todos os irmãos, recomendando-se às suas orações e considerando-se vinculado ao Rancho para as orações pedidas.


Art.º 21º

Os Romeiros não podem:
1. Fumar, comer, beber ou falar com o rancho em andamento;
2. Sair do rancho e entrar em qualquer loja ou estabelecimento sem autorização previa do Mestre, que apenas a dará em caso de absoluta necessidade.
3. Fazer penitências especiais sem conhecimento do Mestre. O tradicional "pão e água" ou outras penitências devem ser do conhecimento do Pároco da localidade, a fim de ser encontrada, com o penitente, uma forma alternativa para o seu cumprimento, na eventualidade de algum imprevisto ou impossibilidade. Essa alternativa deverá ser comunicada ao Mestre.
4. Dar esmolas isoladamente durante a caminhada, sem o consentimento do Mestre.
5. Abandonar o rancho.
6. Visitar parentes ou amigos nas freguesias onde o rancho passar.
7. Usar telemóvel.
8. Levar consigo bebidas alcoólicas.
9. Sair de noite depois de recolhidos.
§ 1º- O Mestre poderá autorizar o uso de um telemóvel no Rancho, para casos de emergência.
§ 2º- Poderá ainda ser autorizado o uso de um outro, por motivos profissionais.

Subsecção II
(Da Caminhada Propriamente Dita)

Art.º 22º

Todos os ranchos devem ser portadores de um crucifixo de média dimensão, o qual deverá ser levado à frente por um dos romeiros mais jovens, que seguirá no meio dos dois guias.


Art.º 23º

O rancho, salvo quando estiver em oração conjunta (altura em que poderá caminhar de forma diferente), deverá ser formado com os Romeiros em duas alas, devendo os bordões ser levados na horizontal, pelo lado de dentro das alas. O Terço deverá ser leva-do na mão contrária à do bordão.
§ Únº- Salvo em casos excepcionais, o rancho deverá manter forma organizada, mesmo fora das localidades. O canto da Avé-Maria poderá ser substituído pela Oração comunitária ou por Oração individual em silêncio meditativo.

Art.º 24º

Após a saída da respectiva Paróquia, o Mestre, logo na primeira paragem possível, já sem a presença de outros paroquianos, pode convidar todos os Romeiros a uma eventual reconciliação entre si, com vista a que a peregrinação seja uma caminhada em autêntica comunhão. Mantendo-se desavenças que impeçam a união fraterna, deve o Mestre providenciar a saída dos desavindos.
§ Únº- Se as referidas desavenças ocorrerem durante a caminhada, o procedimento será idêntico.


Art.º 25º

A peregrinação penitencial começa em cada dia, com a Eucaristia ou a Oração da manhã, à saída da localidade do Rancho ou da pernoita, terminando com a Oração da noite nas localidades de acolhimento. A Romaria só se considera interrompida para o descanso e para as refeições.


Art.º 26º

Durante o percurso, o rancho deverá parar para orar em todos os templos que existam no itinerário previamente traçado, quer estejam abertos, quer estejam fechados. Nos que se encontrarem abertos o rancho deve sempre entrar, a não que haja actos de culto.
§ 1º- Se no templo estiver a ser celebrada a Eucaristia ou qualquer outro acto de culto, o rancho deve fazer a sua Oração, em voz baixa e à porta do templo, prosseguindo depois a caminhada, sem perturbar a celebração do acto de culto.
§ 2º- Se os templos estiverem fora do itinerário habitual, deve o rancho parar, de preferência em local que os vislumbre, fazendo então uma Oração mais breve do que a habitual e tradicional. Pode a Oração ser feita em andamento, se houver menos tempo ou algum atraso.


Art.º 27º

À passagem pelas freguesias as pessoas costumam pedir orações ao rancho, pergun-tando o número de irmãos, para que elas possam rezar em comunhão com os peregrinos. Rezarão tantas orações quantos forem os irmãos, ao que se deverá acrescentar, como é tradição, as pessoas de Jesus, Maria e José, que são considerados romeiros.

Art.º 28º

Se dois ranchos se encontrarem durante o percurso, deve cada um dos Mestres pro-videnciar para que os seus romeiros cumprimentem os irmãos da respectiva ala do outro rancho, beijando sempre o crucifixo.
§ 1º- Se não houver cruzamento propriamente dito de Ranchos, os Romeiros do que estiver parado, deverão levantar-se, e, em silêncio, fazerem um Oração pelos penitentes que caminham.
§ 2º- Se o encontro ocorrer dentro duma Igreja, devem os Mestres combinar entre si o lugar e o modo como os irmãos se devem cumprimentar.

Art.º 29º

Durante as interrupções podem os romeiros, em plena camaradagem e amizade de irmãos, falar, fumar, rir e "brincar", devendo, no entanto, manter a devida compostura e a atitude de verdadeiros peregrinos.
Art.º 30º

Se durante a caminhada houver, por parte de algum romeiro, comportamentos in-correctos, abusos sucessivos ou graves incumprimentos das normas do Regulamento, de ordens, directrizes ou instruções do Mestre, deve este, após a adequada admoestação em particular sem sucesso, ordenar que o prevaricador abandone o Rancho. Deverá recomendar que o mesmo tire a indumentária que identifica o romeiro e ordenar que ele seja acompanhado até à sua residência por um dos seus colaboradores.
§ Únº- De imediato, ou logo na 1ª paragem, deverá informar o rancho do sucedido, bem como das diligências feitas.

Subsecção III
(Da pernoita)

Art.º 31º

Como atrás referido, a penitência do dia termina com o acolhimento e Oração da noite na localidade da pernoita. Após a Missa ou a Oração da noite, o Mestre, tomando o crucifixo, distribui os romeiros conforme a população vai pedindo, tendo a preocupação de juntar um romeiro mais velho e experiente com um novo. Todos se despedem do Mestre, beijando também o crucifixo, como é tradicional.

Art.º 32º

Na casa que os acolhe, os Romeiros devem:
1. Saudar, à entrada, os moradores, dizendo "Seja bendita e louvada a Sagrada Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo", ou a forma abreviada: “Seja louvado Nosso Senhor Jesus Cristo", ao que os presentes poderão responder: "Seja para sempre louvado com sua e nossa Mãe, Maria Santíssima".
2. Aguardar que os mandem sentar, lhes ofereçam banho, ou simplesmente água para lavar os pés, e a refeição.
3. Enquanto esperam pela refeição e durante a mesma, devem falar com simplicidade e bom espírito cristão, nunca murmurando, mas antes pondo em relevo os aspectos mais positivos da caminhada.
4. Antes de se recolherem ao quarto, devem despedir-se das pessoas, e, agradecendo-lhes a hospitalidade, entregam o Terço do Rosário, que simboliza a Oração rezada pelas intenções da família, bem como uma pagela com a mensagem do Rancho, devidamente assinada.
5. Evitar sair do quarto de dormir durante a noite e não utilizar outras instalações da moradia, à excepção do quarto de banho.
6. Ao erguerem-se, fazer o menor barulho possível, e, se houver alguém levantado, saudá-lo na forma habitual, e, à saída, agradecer-lhe a hospitalidade, dizendo, p.e.: "Ó irmão seja pelo amor de Deus e por alma dos seus", ou algo semelhante.
§ Únº - Depois dirigem-se para o local combinado na véspera.

Art.º 33º

À medida que vão chegando devem os Romeiros saudar os irmãos já presentes, di-zendo: “Seja bendita e louvada a Sagrada Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo", ou a forma abreviada: "Seja louvado Nosso Senhor Jesus Cristo", ao que os presentes respondem: "Seja para sempre louvado com sua e nossa Mãe Maria Santíssima", e, beijando o crucifixo, cumprimentam o Mestre e os irmãos.

Art.º 34º

Reunido o Rancho, será feita a Oração da manhã, concluída a qual se reinicia a marcha..
§ Únº- Se faltar algum Romeiro, o Mestre ordena que um dos seus Ajudantes ou outro romeiro experiente aguarde o faltoso, devendo depois esforçar-se para atingir o ran-cho o mais depressa possível. Nessa altura, o Romeiro faltoso deve beijar o crucifixo, e, dirigindo-se ao Mestre, cumprimentá-lo, justificando a falta e pedindo desculpa.

Subsecção IV
(Da Ligação do Rancho à Paróquia e à Família)

Art.º 35º

Considerando que os Romeiros em peregrinação estão em comunhão com a sua co-munidade paroquial, esta deverá celebrar a Eucaristia e outros actos de piedade pelas intenções dos romeiros, durante a semana de peregrinação.

Art.º 36º

Como é tradição, durante a Romaria há o chamado “Encontro da Família”. Este é um momento em que a família vai participar um pouco na vida do Rancho, com Oração, alegria e partilha.
O ponto alto do encontro será a participação na Eucaristia juntamente com os Romeiros.
Após a Missa, haverá o almoço dos irmãos com os respectivos familiares. É nesta ocasião que os irmãos poderão abastecer-se com alimentos e roupa para o resto da caminhada.
§ Únº- São de evitar outros encontros dos Romeiros com a família. No caso que isso tenha de acontecer, seja feito apenas nos lugares de descanso ou das refeições, conforme o estabelecido pelo Mestre.

Subsecção V
(Do Final da Romaria e Acção de Graças)

Art.º 37º

Ao chegar o Rancho à sua freguesia, no final da caminhada, devem todos os Romeiros manter-se com a mesma compostura de sempre, entendendo-se que a penitência termina só depois da Eucaristia, a qual deverá ser previamente preparada com o Pároco respectivo, para que seja autêntica festa de comunhão.