quinta-feira, 17 de maio de 2018
segunda-feira, 14 de maio de 2018
Pequeno apontamento para leitura e meditação
– Senhor cura – disse o homem – o senhor é cheio de bondade e por isso não me despreza. Recolhe-me em sua casa, manda acender os seus castiçais em minha honra.
Porém, eu já lhe disse donde venho e contei-lhe a minha desgraça.
O bispo, que se encontrava sentado junto dele, tocou-lhe brandamente na mão e disse:
– O senhor não precisava de dizer-me quem era. Esta casa não é minha, é de Jesus Cristo. Aquela porta não pergunta a quem entra se tem nome, mas sim se tem algum infortúnio. O senhor sofre, tem fome e sede, bem-vindo seja! Não me agradeça por isso, não diga que o recebo em minha casa. O dono desta casa não sou eu, é todo aquele que carece de asilo. Tudo quanto há nesta casa lhe pertence. Que necessidade tenho eu de saber o seu nome? Além disso, antes de mo dizer, já eu sabia o nome que lhe havia de dar.
O homem mostrou-se muito admirado.
– Na verdade? Pois já sabia como me chamava?
– Sabia – respondeu o bispo – chama-se meu irmão.
(Os Miseráveis, de Víctor Hugo)"
As acções do Espírito
As
acções do Espírito
No
acto da criação o Espírito santo estava presente.
Por isso, a
perfeição dos seres criados não é fruto do seu progresso. Eram já
perfeitos no momento em que foram criados. O Espírito estava
presente e deu-lhes a perfeição.
A mesma coisa se diga a
propósito do desígnio da salvação, levado a efeito pelo nosso
Deus e Salvador Jesus Cristo, em absoluta consonância com o amor do
Pai pelos homens: quem porá em causa que a perfeita realização
deste desígnio dependa do Espírito?
Convido-vos a olhar para
os tempos que antecederam a vinda de Cristo.
As bênçãos dadas
aos patriarcas, a ajuda concedida pelo dom da lei, as prefigurações,
as profecias, as maravilhosas acções de Israel, os milagres
realizados pelos justos, a preparação da vinda do Senhor na carne:
tudo foi realizado pelo Espírito.
O Espírito este presente no
corpo do Senhor, foi a sua unção e o seu companheiro inseparável.
A
própria Igreja é obra do Espírito.
Basílio, Tratado
sobre o Espírito Santo
quarta-feira, 9 de maio de 2018
A loucura da cruz é poder de Deus
A loucura da cruz é poder de Deus
Todas as acções de Cristo são motivo de glória para a Igreja universal; mas o supremo motivo de glória é a cruz. Assim o sentia e afirmava Paulo: «Longe de mim gloriar-me a não ser na cruz de Cristo» (Gal 6, 14). Foi certamente digno de admiração o facto de aquele pobre cego de nascença recuperar a vista em Siloé; mas que aproveitaram com isso os cegos do mundo inteiro?
Foi um acontecimento maravilhoso e acima da natureza a ressurreição de Lázaro, quatro dias depois de morto; mas só ele beneficiou desta graça: que lucraram com isso aqueles que em todo o mundo estavam mortos pelo pecado?
Admirável foi o prodígio dos cinco pães que se multiplicaram como fonte inexaurível, dando alimento a cinco mil homens; mas que proveito tiraram disso todos aqueles que sobre a face da terra são atormentados pela fome da ignorância?
Maravilhosa foi também a cura daquela mulher que Satanás retinha na sua prisão havia dezoito anos; mas de que nos serviu a todos nós, presos nas cadeias dos nossos pecados?
A glória da cruz iluminou todos os que estavam cegos pela ignorância, libertou todos os que estavam presos nas cadeias do pecado e redimiu os homens do mundo inteiro.
Gloriamo-nos da cruz do salvador. «A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós é poder de Deus» (1Cor 1, 18).
Cirilo de Jerusalém, Décima terceira catequese aos iluminandos 13, 1
domingo, 6 de maio de 2018
Encontro de romeiros mensal (maio de 2018)
Tema para reflexão
"O
culto ao Divino Espirito Santo e os seus símbolos” - Apresentação
e explanação a cargo do irmão Cónego Francisco Dolores, seguindo-se de um
período de diálogo fraterno entre todos os presentes sobre o tema.
Outros assuntos de interesse para o rancho
(…)
segunda-feira, 30 de abril de 2018
A cultura ajuda a fé
A cultura ajuda a fé
"Podemos ser cristãos fiéis sem saber ler. Mas, é impossível compreender a doutrina da fé sem a ter estudado.
Acolher as ideias justas, rejeitar as teses erróneas: disto é capaz não a fé simples, mas a fé que amadureceu na cultura.
Até as virtudes serão alcançadas mais facilmente e mais rapidamente se tiverem a ajuda do conhecimento.
É verdade, o conhecimento não é indispensável. Como se pode viver honestamente tanto na riqueza como na miséria, podemos progredir no caminho das virtudes tanto com a cultura como sem ela.
Todavia, seria bom fazer alguns estudos e estar «habituados a distinguir o bem do mal» (Heb 5, 14)."
Acolher as ideias justas, rejeitar as teses erróneas: disto é capaz não a fé simples, mas a fé que amadureceu na cultura.
Até as virtudes serão alcançadas mais facilmente e mais rapidamente se tiverem a ajuda do conhecimento.
É verdade, o conhecimento não é indispensável. Como se pode viver honestamente tanto na riqueza como na miséria, podemos progredir no caminho das virtudes tanto com a cultura como sem ela.
Todavia, seria bom fazer alguns estudos e estar «habituados a distinguir o bem do mal» (Heb 5, 14)."
Clemente de Alexandria, Stromata 6, 2
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