quinta-feira, 24 de março de 2011

segunda-feira, 14 de março de 2011

Romaria para crianças teve lugar em angra

Artigo publicado no Jornal "Diario Insular" do fim de semana, adaptado.
"Cerca de oitenta crianças participaram ontem domingo, numa romaria que foi percorrer todas as igrejas e ermidas da zona de angra do Heroísmo. As crianças que participaram na romaria concentram-se no sábado à noite para fazerem uma vigília no santuário de Nossa senhora da Conceição e ontem, a partir das 07h00, vão efectuaram o percurso com cerca de dez quilómetros. Por seu turno, o grupo de romeiros de Nossa senhora da Conceição, formado em 2007, vai fazer a sua peregrinação anual na Terceira de 30 de março a 03 de abril. "

quinta-feira, 3 de março de 2011

O compromisso com Cristo dos Romeiros perante a sociedade

O compromisso com Cristo dos Romeiros perante a sociedade
(artigo publicado no Jornal "A União" de hoje)
"Um título que também se pode aplicar aos restantes movimentos da igreja, bem como a todos os Cristãos no geral, sendo com base neste título que pretendo hoje escrever algumas palavras, seguramente (como sempre) com a ajuda do Espírito Santo.

Estas opiniões pessoais (que não passam disso mesmo) sobre este movimento do qual faço parte “de alma e coração” e que tenho vindo a escrever ao longo dos últimos tempos, têm dois propósitos. O 1º é interno, ou seja, tento (se calhar sem o conseguir) que os restantes irmãos ao longo do ano que medeia entre o fim de uma romaria e o inicio de outra, continuem a sentir a chama do Amor de Cristo mas também a sentirem a lenha da oração a crepitar na Alma, como acontece comigo. O 2º é externo, isto é, com estes artigos (uns “tolos” e outros mais “discretos”) tento (muito possivelmente sem o conseguir) que os homens de Deus sintam vontade e, eventualmente, no murmúrio de uma brisa suave
[1], a experienciarem um singular e sui generis retiro espiritual, como é uma romaria.

Depois desta divagação, e de volta ao que me propus escrever, ao assunto em si mesmo, vem no seguimento da constatação (minha e demais irmãos romeiros) de que, ao longo destes quase 5 anos consecutivos de romarias na Terceira, o número de irmãos não ter aumentado muito, como seria o esperado ou melhor dizendo, como gostaríamos que fosse (mas quem sabe?) ao contrário do propósito de Deus. No entanto, como todos nós somos Cristãos, pedras vivas do Evangelho
[2], é nosso dever e nossa obrigação semear [3]a Sua palavra, mesmo que essa palavra seja do tamanho de um grão de mostarda[4] e, sendo assim, por “muitos” irmãos romeiros que possamos ser, sinto que somos sempre poucos para trabalhar na messe do Senhor[5]. Mas então “onde estaremos a falhar?” – Poderão alguns irmãos perguntarem-se neste momento.
Pessoalmente e com sincera humildade, sinto que não estamos a falhar em alguma coisa significativa, contudo, poderemos sim, ter que limar algumas arestas aqui ou ali.
Penso, isso sim, que a situação talvez resida no facto da casa do Pai ter muitas moradas
[6] e, levando um pouco à letra (é certo) esta passagem bíblica, cada uma dessas moradas poderá ser neste mundo, cada um dos movimentos da igreja e, como tal, nem todos os homens são chamados por Deus para as mesmas coisas. Uns possivelmente completam os outros (quais peças de um puzzle maior) e no todo conseguem que a cruz permaneça de pé, enquanto o mundo gira[7].
Também penso que a situação talvez também resida no facto de uma grande maioria de Cristãos (e que me perdoem os que possam sentir-se ofendidos) não se quererem comprometer verdadeiramente com Cristo, perante o meio e a sociedade onde estão inseridos. Vão a quase todas as missas dominicais, confessam-se regularmente e até por vezes rezam, no entanto, nesta falta de verdadeiro compromisso com Cristo, quase que os equiparo à nova forma de estar da maioria dos políticos, ou seja, são os denominados independentes. Agem como árvores altas e esguias que vergam para o lado que o vento sopra e nisso o Evangelho é bem claro: - Ninguém pode servir a dois senhores
[8]. Em suma, não são “nem sim, nem não”, são nim e variam de tonalidade conforme a hora e o local e é nisto que reside o facto de, por muito que nós romeiros convidemos outras pessoas para nos acompanharem como irmãos, estes nunca negam o convite mas, chegados os dias de reuniões, não comparecem e nos dias seguintes “esqueceram-se” ou “não puderam comparecer”.
Alguém já disse que “Os romeiros rezando pelos caminhos da Ilha incomodam muitas pessoas, sejam cristãos, de outras religiões ou até ateus mas, incomodam principalmente os primeiros” Se realmente incomodam, quando a mim só deverá ser pela atitude de compromisso com Cristo perante a sociedade.

Mesmo com mais alguns talvezes, tenho uma certeza! Deus sabe a altura certa de enviar mais homens para esta morada porque, só mesmo Deus para ser louco o bastante, ao ponto de ter conseguido levar um punhado de homens a palmilhar os caminhos desta ilha (…)
[9].

[1] 1 Rs 19, 12-13
[2] 1Pe 2, 5
[3] Mt 13, 14,20
[4] Mt 13,31-32
[5] Mt 9,38
[6] Jo 14, 2
[7] “Stat crux dum volvitur orbis” – Lema Cartusiano
[8] Mt 6, 24-34
[9] Excerto do artigo publicado no Jornal “A União” em 10/10/2009, e (re) publicado também em http://romeirosterceira.blogspot.com/2009/10/as-romarias-servem-tambem-para-isso.html"

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A Memória de Elefante dos Romeiros

Artigo publicado no Jornal "A União" do passado sábado.
“Nos Altares, que estão da banda do norte, na capitania da Praia, havia um homem, chamado Frutuoso Dias, que não sei se é ainda vivo, o qual, pelas Endoenças, desde a quinta-feira, despois de encerrado o Santíssimo Sacramento, até a sexta-feira, que se desencerrava, até se acabar o oficio do desencerramento, e as ermidas, começando em São Jorge e Danta Bárbora e acabando nos Altares, onde era freiguês, e o mesmo fazia Rodrigo Fernandes e Luis Fernandes, da freguesia das Lagens, pela qual razão é esta ilha mais forte e defensável, pois se pode correr toda ao redor em vinte e quatro horas, além das fortalezas e fortes que disse ter, afora outras que despois se fizeram.”[1]

Esta passagem fabulosa (termo usado por um irmão que aqui também o uso em sinal de grande amizade, para além de se enquadrar) serve de inicio a mais um artigo de opinião, não foi propositada para vincar bairrismos ou “mostrar ao mundo” que afinal na Ilha Terceira já se fizeram romarias há muito tempo, mas sim propositada para “mostrar ao mesmo mundo” que seguir Cristo é intemporal, independentemente do local ou ilha onde resida. Segui-lO, deverá ser um dever de qualquer Cristão porque só seguindo-O, poderemos almejar a vida eterna. Os romeiros seguem-nO durante todos os dias do ano, culminando na visibilidade da Quaresma.
Assim salvo outros manuscritos mais antigos, poderão ter sido estes três homens os primeiros romeiros desta Ilha de Jesus Cristo. Na altura faziam a romaria “apenas” por causa das doenças do corpo, usuais naquele tempo. Ontem como hoje, continuam a fazê-las por causa das doenças, no entanto, hoje (infelizmente) as doenças são em maior número do espírito.
Todos estes parágrafos até agora serviram de introdução ao tema que hoje pretendo aqui apresentar. É certo que há primeira vista o titulo poderá ser um pouco descabido, no entanto, serve que nem uma luva.

Diz-se que os elefantes têm uma excelente memória. Memorizam imensas coisas, ao ponto de saberem (após a sua longa vida), quando é chegada a hora de “partir”, onde se localiza o cemitério dos seus. Assim, põem-se a caminho durante longos dias até chegarem ao destino previsto. Os romeiros também são um pouco assim, isto é, não pensando na “hora de partir”, sabem onde se localiza a fonte da sua devoção e sabem de onde partiram. Sabem que Deus é Tudo e O Todo e também sabem que o descanso divino está na oração profunda e sentida, e nada melhor que orar em comunidade, no caso concreto, em romaria.
Como é belo (ainda que no resto do ano também) em romaria, orar o terço num canto dolente, quase nostálgico e choroso, mas ao mesmo tempo, profundo, sublime e melodioso. Como seria bom que todos os Cristãos se lembrassem de Deus todos os dias das suas vidas, como Ele se lembra de nós todos os segundos da Sua Eternidade. Os romeiros, conscientes desse facto, têm essa tal memória de elefante e não precisam de se lembrar de Quem lhes soprou a vida[2] porque já não são eles que vivem mas é Cristo que vive neles[3].
É também nessa memória de elefante que os romeiros oram por todos, mesmo sem saberem “quem são esses todos”, mas isso pouco ou nada importa. O que realmente importa é orarem, e não querendo dizer que eles são mais do que os demais Cristãos, faz-me lembrar uma passagem que li num livro, muito simples mas ao mesmo tempo cheia de tanta fé e, curiosamente, idêntica aos que os romeiros praticam, principalmente em romaria:
“Conta-se, num romance americano, a história de um famoso pregador que empolgava as multidões: «Diante do seu púlpito, um velhinho seguia fielmente todos os sermões. O pregador estava muito contente com o seu êxito. Um dia, apareceu-lhe um Anjo: “Felicito-te pelas tuas conferências… és excelente” Mas já reparaste num velhinho que vem sempre ouvir-te?” “Sim, já o vi”, respondeu o orador sagrado. Acrescentou o Anjo: “Fica então sabendo que ele vem, não para te ouvir, mas para rezar por ti. É graças às suas orações que os teus sermões fazem tanto bem aos fiéis”» [4]. Como seria bom que todos, sem excepção, rezássemos diariamente pelos outros, mesmo sem os conhecermos, mesmo sem os ouvirmos, mas convictos da nossa memória de elefante. Dentro da minha humildade possível de pecador, como os demais romeiros, “talvez seja” por essa atitude despojada de vanglória pessoal de cada um de nós, que os sermões do nosso irmão contra-mestre, façam tão bem aos fiéis naqueles 5 dias de romaria… “talvez seja!”
[1] Excerto da página 51 do Livro do Doutor Gaspar Frutuoso “ Livro Sexto das Saudades da Terra”. Escrita terminada por volta de 1590.
[2] Génesis 2-7
[3] Gálatas 2-20
[4] François Xavier Nguyen van Thuan – Testigos de Esperanza.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Romaria 2011

Rancho de Romeiros de Nossa Senhora da Conceição
Romaria 30 de Março a 3 de Abril

Reuniões:
19 de Janeiro de 2011
9 e 23 de Fevereiro de 2011
2, 16 e 23 de Março de 2011
Contactos: Irmão Mestre 962279343 e Padre Dolores 962921519