
Que se trata de algo QUE… QUE o quê? E porventura responderiam como o saudoso Raul Solnado QUE, QUE ou seja nada ou quase nada.
Foram por Jesus Cristo instituídos sete sacramentos a saber:
· O Baptismo
· A Confirmação (crisma)
· A Eucaristia
· A Reconciliação
· A Unção dos enfermos
· A Ordem e,
· O Matrimónio
Mas o mais importante de todos é a Eucaristia porque todos os sacramentos estão ordenados para ela como para o seu fim segundo São Tomás de Aquino, porque se renova o mistério pascal de Cristo, actualizando e renovando assim a salvação da humanidade.
No meu simples entendimento aqui é que está o busílis dos nossos problemas, se não vivermos este sacramento com plena consciência e responsabilidade a renovação e assim a salvação da humanidade estarão adiadas, até que nos decidamos a adoptar a postura adequada, pedida incessantemente por Jesus Cristo.
Só mesmo Jesus Cristo a instituir este sacramento… é na realidade, a “coisa” mais bela, mais envolvente, mais transformante que algum dia se pudesse imaginar. E quantos de nós tem disso, consciência? Poucos… por isso talvez a renovação e a salvação da humanidade encontrem um espaço tão exíguo nas nossas vidas levando as pessoas muitas vezes a questionarem-se:
De onde vim e para onde vou?
O que faço eu aqui?
Para que nasci?
A resposta é simples meditem no sacramento da eucaristia, vivenciam-no e entenderão tudo.
Quando o sacerdote no inicio da eucarística na missa, apresenta os dons, diz estas palavras: “Bendito sejais Senhor, Deus do Universo, pelo pão que recebemos da vossa bondade, fruto da terra e do trabalho do homem que hoje vos apresentamos e que para nós se vai tornar o Pão da vida” ou “ Bendita sejais Senhor, Deus do Universo, pelo fruto da videira que recebemos da vossa bondade, fruto da terra e do trabalho do homem que hoje vos apresentamos e que para vós se vai tornar Vinho da salvação”.
O Senhor Jesus Cristo omnipotente, criador do céu e da terra quer que participemos neste grande momento da vida da Igreja, e como?
Colocando sobre o altar o pão e o vinho ambos frutos da terra e do trabalho do homem. Porque o homem semeou, aguardou que nascesse, retirou as ervas daninhas, colheu e esmagou o grão o os bagos das uvas para que se tornassem pão e vinho.
O despontar dos frutos da terra, até chegarem ao altar do Senhor, passaram por várias etapas e dificuldades como com cada um de nós.
Desde o nascimento até ao momento presente de cada um tem um historial de dificuldades como o Senhor, ao cúmulo de se entregar por nós naquela morte horrenda.
E o Sacramento da Eucaristia é a união do sofrimento de Jesus Cristo junto com as nossas dores, sofrimentos, desapontamentos, frustrações e outras dificuldades que à semelhança do grão de trigo que tem de ser moído ou a baga da uva que tem de ser esmagada no lagar para dar fruto, colocamos sobre o altar junto com o sacrifício pascal sempre renovado de Jesus Cristo. O Senhor quer que participemos juntos com Ele neste gesto de profundo alcance e significado, enquanto não entendermos isto nada em nós se transforma.
E a tristeza que tantas vezes me dá quando vejo muitos fiéis homens e mulheres de boa vontade mas que se dirigem ao altar da Eucaristia tão displicentemente, tão desportivamente, recebendo o Senhor com as mãos não limpas…
Enfim sem nenhuma noção de que estão a participar no momento mais importante das suas vidas. Ora, se não há essa consciência do que estamos a fazer como podemos actualizar e renovar a salvação da humanidade?
Porque depois de comungarmos o Corpo e o Sangue do Senhor, somos no dizer do Apóstolo Paulo “Templos do Espírito Santo” porque o levamos connosco, para transformarmos o mundo, a principiar, pelo nosso próximo que poderá ser o esposo ou a esposa, os filhos etc.
Quantos têm consciência disso?
Quantos levam a vida suplicando por isto e por aquilo, quando semanal ou diariamente o podemos levar connosco sem nos apercebermos que Ele connosco, somos UM, somos portanto mais fortes, mais tolerantes mais amigos uns dos outros ou seja semelhantes a Jesus Cristo em que o amor pelo outro é o que de mais importante existe na terra.
Os sacerdotes podiam auxiliar a consciencializar as pessoas para a importância do Sacramento da Eucaristia mas, a maioria salvaguardando algumas excepções não o faz porque se multiplicam em actividades menos importantes, desgastam-se porque não são de ferro, enfim a maioria das vezes fazem-no apressada ou rotineiramente…
É uma pena, e a possibilidade de actualizar, renovar a salvação da humanidade vão ficando adiadas."
Irmão João Dinis

Gaspar Frutuoso primeiro cronista destes rochedos atlânticos na sua discrição sobre a ilha Terceira – nas Saudades da Terra; Frei Diogo das Chagas – em Espelho Cristalino; Pe. António Cordeiro – na Historia Insulana das Ilhas; Alfredo da Silva Sampaio – nas suas Memórias sobre a Ilha Terceira e mais tarde amplificada e mais tratada por Francisco Ferreira Drumond nos seus Anais, registaram desde sedo as Romarias. Elas sucediam nesta terra, tendo sempre como forte presença na fundamentação, as epidemias, os fogos, os tremores de terra vindos das entranhas da ilha ou ditada pela força das águas - enchurradas, que colocavam as gentes que as habitavam em momentos de grande aflição, levando-os assim a pedir e formular votos de clemência ao criador para que os livrassem de tais sucedidos. O tempo, passa, mas embora decorridos já 5 séculos, continuamos a registar âncoras dessa nossa açorianidade, que nos remetem para uma identidade que nos é muito própria. Nessas leituras, encontra-mos sempre um denominador comum, numa relação directa e justa entre a fé que o povo cultiva e o seu agradecimento, muitas vezes traduzido em obra física ou seja, na dinâmica operada pela edificação empreendidas das Ermidas, que ao redor da Ilha (s) que foram sucedendo com naturalidade, modos, que são, por si só, sinónimo da devoção a Deus - o criador, através dos seus oragos de peito, numa relação que podemos dizer quase umbilical. %5B1%5D.jpg)

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